A Apple confirmou nesta segunda-feira (11) a aquisição do Shazam, aplicativo famoso por reconhecer quase de forma instantânea músicas, séries de TV e filmes sendo reproduzidos no momento. Nenhuma das duas empresas revelou valores, mas estima-se que a negociação tenha ficado abaixo de US$ 500 milhões. A possibilidade de um acordo havia ganhado as manchetes no último final de semana.

“Estamos empolgados para que o Shazam e a sua equipe talentosa se juntem à Apple”, declarou a companhia por meio de um comunicado enviado à imprensa. “O Apple Music e o Shazam têm uma combinação natural, compartilham a paixão por descobrir músicas e entregar uma grande experiência musical aos nossos usuários. Temos grandes planos em mente e estamos ansiosos para acertar com o Shazam a aprovação do acordo de hoje.”

E o futuro?

Ainda não está certo qual será o destino do Shazam, mas o mais óbvio é que ele seja de alguma forma integrado ao seu serviço de streaming de música. A Maçã também pode tentar reverter em algum lucro o tráfego gerado para outros serviços de streaming a partir do app: segundo o The Verge, 1 milhão de cliques por dia no Shazam levam ao Apple Music e ao rival Spotify.

Outra possibilidade é a integração do serviço ao iOS como um todo, de forma semelhante ao que já ocorre no Android. O sistema operacional da Google conta com um mecanismo nativo de identificação de músicas que, inclusive, funciona junto do Google Assistente. Não é de se espantar se o Shazam for de alguma forma incorporado à Siri.

A Apple poderia utilizar ainda os recursos de realidade aumentada (AR) do Shazam, algo no que a companhia vem investindo de forma sistemática no último ano. Além de o iOS 11 trazer recursos nativos de AR, o iPhone X também conta com um sistema de câmeras dotados de infravermelho para capturar a profundidade de ambientes de forma mais precisa.

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