Quem acha que o mundo das moedas digitais é só sucesso, com o bitcoin batendo mais de US$ 8 mil em sua alta mais recente, está redondamente enganado. Além dos ICOs falsos, nos quais os organizadores somem com o dinheiro dos investidores, os donos das “casas de câmbio” do setor também sofrem com os ocasionais furtos. É o caso da Tether, que acaba de perder nada menos que US$ 31 milhões (cerca de R$ 100 milhões) da noite para o dia.

De acordo com a empresa, o valor exato do rombo é de US$ 30.950.010 em USDT, uma criptomoeda baseada especificamente no dólar. Nem tudo está perdido, porém, já que a companhia afirma que “marcou” os itens roubados, da mesma forma como cédulas de dinheiro real são pintadas com uma tinta especial nos assaltos a caixas eletrônicos.

Com a flag ativada pela Tether a ideia é que os cibercriminosos não consigam trocar a moeda e todo o seu caminho pela internet seja monitorado – o que deve dar uma boa ajuda na hora de reaver a grana. Adicionalmente, o serviço também suspendeu sua principal carteira digital para evitar a circulação dos USDT roubados. Eventualmente, uma atualização deve trazer mais segurança a operação e liberar novamente a transação da moeda.

Para a Coindesk, toda essa história só levanta mais suspeitas em torno da Tether, que pode ter um relacionamento “próximo demais” com outra empresa do ramo e pode estar usando isso para manipular o mercado de bitcoins. Alguns rumores circulando na internet, por exemplo, dizem que a corretora e a Bitfinex têm os mesmos donos e podem, juntas, ter arquitetado o ataque para mexer no preço da criptomoeda – que teve uma de 1,35% no período e segue acima dos US$ 8.126. Será que é mutreta mesmo?

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