O Deutsche Bank, um dos maiores bancos de investimentos do mundo, publicou um estudo explicando como deve começar a avaliar o risco de investimentos que faz em empresas de acordo dados de mudanças climáticas provenientes do aquecimento global.

A instituição está considerando o risco de desastres naturais afetarem de alguma forma os locais onde seu dinheiro está investido para, no futuro, deixar de sair no prejuízo por conta de inundações, tempestades tropicais, secas, aumento do nível do mar e outras questões do gênero.

O documento foi apresentado durante a COP23, que está acontecendo na Bonn, na Alemanha. “Nossa metodologia aborda o risco físico identificando com antecedência nos locais ou instalações corporativas e de produção pelo mundo vulneráveis a desastres devidos às mudanças climáticas, as quais são uma ameaça imediata ao nosso portfólio de investimentos”, diz o Deutsche Bank.

Água

Uma das maiores preocupações do banco é a questão das inundações e das secas. Não seria inteligente para o Deutsche Bank investir em uma fábrica instalada em uma região com perigo de alagamento, sendo que boa parte dos equipamentos e a própria estrutura do empreendimento pode ser comprometida em questão de horas. O mesmo vale para áreas com alto risco de seca. Uma indústria que depende muito de água pode sofrer muito com um período prologando sem chuvas e falta de recursos naturais nos reservatórios.

risco alagamento

O mapa que você confere acima mostra os pontos onde o Deutsche Bank tem investimentos no mundo. Quando mais alaranjados/vermelhos os pontos, maior o risco de prejuízo relacionado a alagamentos ou ao aumento do nível do mar. Note que praticamente todos os pontos marcados no Brasil estão nessa categoria de risco por conta da alta ocorrência de tempestades fortes que causam inundações.

Garantir que nosso sistema econômico como um todo esteja protegido dos mais graves impactos das mudanças climáticas

Apesar de a metodologia já estar pronta para começar a avaliar os riscos naturais de seus investimentos, o banco não explica qual seria o peso dessa análise na hora de decidir se vale ou não a pena colocar dinheiro em algum projeto. Ainda assim, caso mais instituições financeiras adotem critérios como esse, é possível que áreas com risco natural de alagamento comecem a ser evitadas por empresários e, futuramente, por moradores.

“Este é o ponto de início para o investimento em resiliência, para o apoio a empresas com melhores chances de resistir a riscos oriundos das mudanças climáticas e para garantir que nosso sistema econômico como um todo esteja protegido dos mais graves impactos das mudanças climáticas”, afirma o relatório do Deutsche Bank.

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