Confirmando os rumores de ontem (20), foi anunciado nesta quinta-feira (21) um acordo para que a Google leve para os seus domínios parte da equipe de desenvolvimento mobile da HTC. Além disso, o negócio entre as duas empresas envolve também o licenciamento não exclusivo de propriedade intelectual da fabricante taiwanesa. Por tudo isso, a Google vai pagar US$ 1,1 bilhão em dinheiro.

“A HTC tem sido uma parceira de longo tempo e criou alguns dos mais belos e potentes dispositivos do mercado”, destacou o vice-presidente de hardware da Google Rick Osterloh. “Mal podemos esperar para dar as boas vindas aos membros da equipe HTC que se juntam a nós nessa jornada.”

Osterloh lembrou ainda a parceria de uma década entre as duas empresas, união que começou em 2007, quando elas se juntaram para criar o primeiro smartphone com Android da história, o HTC Dream. Depois disso, o feito se repetiu também em torno do Nexus One (2010), do tablet Nexus 9 (2014), do primeiro Pixel (2016) e também da próxima geração do smartphone da Google, o Pixel 2, que será anunciado em 4 de outubro.

Tela de um telefone celular10 anos depois de começarem a desenvolver juntas o HTC Dream, o primeiro smartphone com Android do mundo, HTC e Google fecham acordo bilionário.

“Este acordo é um brilhante passo adiante em nossa parceria de longa duração e permite à Google ampliar o seu negócio de hardware enquanto garante a inovação continuada dentro dos nossos negócios com os smartphones HTC e [a plataforma de] realidade virtual VIVE”, afirmou a presidente da HTC Cher Wang. “Nós acreditamos que a HTC está bem posicionada para manter o nosso rico legado de inovação e perceber o potencial de uma nova geração de serviços e produtos conectados.”

A negociação levará cerca de 2 mil funcionários da HTC para a Google entre designers e pesquisadores. O acordo será concluído até o início de 2018 e a companhia taiwanesa continua sendo dona da marca “HTC”, portanto não espere ver a Google lançando produtos com ela. A HTC garantiu inclusive já estar trabalhando no desenvolvimento de um novo flagship para substituir o HTC U11, lançado neste ano.

Uma nova aventura mobile

Esta é a segunda vez que a Google faz uma grande aquisição visando impulsionar a sua posição no mercado de mobile. A primeira foi em 2011, quando a empresa gastou US$ 12,5 bilhões para adquirir toda a divisão mobile da Motorola. Em 2014, porém, mesmo após lançar alguns aparelhos, a companhia vendeu a marca para a Lenovo, permanecendo apenas com as patentes adquiridas no negócio.

A expectativa, agora, é que as coisas sejam diferentes. Primeiro porque a Google não está comprando a divisão mobile da HTC — a negociação envolve basicamente a aquisição de inteligência e o licenciamento de patentes de forma não exclusiva, também por isso o valor gasto hoje é bem inferior ao investido em 2011.

Segundo, porque o momento da Google é outro. De 2014 para cá, a companhia vem dando passos firmes no mundo de hardware, com o lançamento do speaker inteligente Google Home, nova geração do Chromecast, a aposta nos smartphones Pixel para brigar com os grandes nomes do setor e também a sua linha de laptops.

Assim, é possível imaginar que os próximos anos serão bem frutíferos nos laboratórios de Mountain View.

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