A Lenovo fez um acordo judicial hoje (05) para evitar que um processo judicial contra a empresa fosse a julgamento nos EUA. Para tal, a companhia chinesa concordou em pagar US$ 3,5 milhões em multas por conta do adware VisualDiscovery, desenvolvido pela Superfish, que foi instalado de fábrica nos notebooks de milhares de consumidores dos EUA e de outras partes do mundo — estima-se que 750 mil aparelhos tenham sido atingidos.

O adware não apenas rastreava o histórico de buscas e navegação na web do consumidor a fim de mostrar ainda mais anúncios na tela como também deixava aberta uma brecha de segurança que permitiria a criminosos roubarem todo tipo de informação pessoal do usuário. Isso incluiria dados bancários, endereços, números de cartões de crédito e de documentos.

A Lenovo afirmou que não há registros de que algum consumidor tenha sido lesado pela falha de segurança, e a empresa chegou a liberar uma ferramenta para remover o VisualDiscovery dos computadores que contavam com o software pré-instalado. Isso porque era virtualmente impossível desinstalar o adware da Superfish por métodos tradicionais oferecidos pelo Windows.

A empresa está satisfeita em ver esse assunto sendo finalizado

Mesmo assim, a empresa afirmou que estava aliviada em ver o assunto sendo resolvido mais de dois anos depois do ocorrido. “Enquanto a Lenovo não concorda com alegações contidas nessas queixas, a empresa está satisfeita em ver esse assunto sendo finalizado”, disse a marca em um comunicado oficial.

Fora os US$ 3,5 milhões, a Lenovo concordou com algumas outras obrigações para ter o acordo homologado pela justiça. A empresa terá que fazer uma verificação de segurança específica em todos os aplicativos que envia pré-instalados em seus computadores destinados aos EUA pelos próximos 20 anos. Por fim, sempre que a empresa quiser rastrear dados dos usuários a fim de direcionar propaganda, ela terá que obter o consentimento direto do consumidor em vez de simplesmente começar a fazer isso sem ele saber.

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