Nesta sexta-feira (25), o presidente do conselho administrativo e herdeiro do império corporativo Samsung Jay Y. Lee foi considerado culpado das acusações de suborno, ocultação de ativos no exterior, desfalque, perjúrio, obtenção de lucros a partir de atividade criminosa e, assim, foi condenado a cinco anos de prisão.

Aos 49 anos, Lee é o terceiro homem mais rico da Coreia do Sul e agora espera a sua defesa apelar contra a decisão — a expectativa é que o caso chegue à Suprema Corte do país em 2018. A “queda” de Lee não é a primeira a ocorrer neste mesmo caso: antes dele, a presidente do país Park Geun-hye já havia sofrido impeachment e está sendo processada por corrupção.

Herdeiro da Samsung, Jay Y. Lee foi condenado a cinco anos de prisão na Coreia do Sul.

A condenação vem na sequência de um forte apelo da opinião pública. Isso porque a população sul-coreana tem se mostrado cada vez menos afeita aos grupos familiares, os chamados chaebols, que controlam os negócios no país desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53). Essenciais para a recuperação da Coreia do Sul após o conflito, essas oligarquias também são acusadas de sufocar startups e pequenas empresas.

Lee já estava detido desde fevereiro deste ano e poderia ter sido condenado a ainda mais tempo de prisão: os procuradores pediram uma sentença de 12 anos. Herdeiro e líder de fato da Samsung desde que o seu pai sofre um infarto em 2014, ele é o primeiro executivo da empresa a ser condenado. Agora, o temor do conselho diretor da companhia é de que a queda de Lee deixe um vácuo de poder na gigante sul-coreana.

Entenda o caso

Jay Y. Lee — ou Lee Jae-yong, na versão coreana do nome — doou dinheiro na ordem de US$ 38 milhões para organizações sem fins lucrativos mantidas por Choi Soon-sil, amiga e conselheira da então presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye. Procuradores sul-coreanos entenderam isso como suborno em troca de favores políticos, pois Lee buscava apoio para ampliar o seu controle dentro do grupo Samsung após uma reestruturação.

Apesar de já ter confirmado inclusive a doação de dinheiro e de um cavalo para ajudar a alavancar a carreira equestre da filha de Choi, Lee nega que tenha feito tudo isso em busca de favores. A sua defesa afirma ainda que todas as demais doações foram feitas sem o conhecimento do executivo e herdeiro da Samsung.

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