A gigante do varejo chinês Alibaba fechou o segundo trimestre em grande estilo, com receita 56% superior, ou um total de US$ 7,4 bilhões, e lucro líquido de US$ 2,1 bilhões. A empresa também conseguiu um bom número para a sua base de usuários, que chegou aos 466 milhões de compradores ativos – aumento de 12 milhões durante os 12 meses imediatamente anteriores.

Os resultados, divulgados nesta quarta-feira (16), foram acima da expectativa do mercado, que estava em US$ 7,12 bilhões em receita. Com isso, a Alibaba viu suas ações aumentarem 5,02%.

A maior parte da receita é proveniente do varejo, que é o core da empresa, respondendo por US$ 6,4 bilhões. Contudo, a companhia ressalta que o crescimento anual de mais de 50% veio de unidades de negócios menores.

Zhang está no cargo desde 2015.

Para o CEO da Alibaba, Daniel Zhang, isso é sinal da maturidade que o negócio está alcançando e da possibilidade de crescimento para além do core da companhia. "A Alibaba teve um forte início do ano fiscal de 2018, refletindo a força e a diversidade de nossos negócios e o valor que levamos aos clientes em nossas plataformas. Nossa tecnologia está gerando crescimento significativo em nossos negócios e fortalecendo nossa posição além do comércio principal", disse o executivo.

Andando nas nuvens

Um dos negócios mais rentáveis da Alibaba fora do núcleo de e-commerce foi o serviço de computação em nuvem, que apresentou o crescimento mais acentuado: 96% ou US$ 359 milhões em receita, enquanto o prejuízo reduziu para US$ 15 milhões. Pela primeira vez, de acordo com a companhia, a base de clientes de cloud ultrapassou a marca de 1 milhão, o que representou um aumento de 75% dos 874 milhões de usuários do trimestre anterior.

A unidade de mídia e entretenimento (incluindo o serviço Youku Tudou, a versão do YouTube chinesa), por exemplo, registrou aumento de 30% na receita, ou US$ 602 milhões.

Os investimentos em negócios internacionais também renderam bons frutos para a varejista, que registrou receita de US$ 389 milhões – sendo o site AliExpress com crescimento considerável de 136% na receita em relação ao ano anterior.

A ameaça vem da China

Com isso, o grupo fica cada vez mais próximo da gigante Amazon. A companhia também teve neste trimestre uma representação incrível nos resultados da empresa, mas a questão é que quem contribuiu mais para o bom Q2 da Amazon foi a AWS (foi praticamente o que salvou o período para Jeff Bezos, caminhando para US$ 10 bilhões de receita anualmente com o serviço). Ou seja, será que ela está abrindo caminho para rivais chegarem mais perto?

É fato que a Amazon e a Alibaba, no entanto, não são concorrentes diretos (ou pelo menos não ainda). As empresas não apenas estão em dois polos diferentes do planeta, mas também tem operações distintas – contudo, ainda assim, as duas são gigantes no comércio eletrônico em seus respectivos países.

Conquistando espaço

E a Alibaba só viu seu negócio florescer cada vez mais nos últimos anos, especialmente com a disseminação da internet, que permitiu ao grupo atingir um público pertencente à China rural, que nunca poderia ter sido conquistado de outra forma que não online.

Mas e a Amazon nesse cenário? Bom. A Alibaba já passou por águas mais turbulentas, já teve de enfrentar uma queda nas ações depois do seu IPO, teve de se posicionar acima de concorrentes como a JD.com (que se tornou grande rival da empresa no país), além de provar para investidores que poderia expandir os negócios para fora da sua área de especialidade.

A CFO da Alibaba Group, Maggie Wu, afirmou que a intenção é continuar investindo em oportunidades de crescimento em longo prazo, algumas das quais já estão entregando valor significativo para clientes e investidores.

A Amazon pode ter conquistado valor antes disso, mas com o resultado de agora é possível dizer que, em breve, Bezos tenha mais um concorrente para a lista. Afinal, a Alibaba hoje é tão valiosa quanto a gigante do varejo estado-unidense – e a diferença está cada vez menor.

Via The Brief

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