Ciente de que o aviso de “sorria, você está sendo filmado” nem sempre é seguido ao pé da letra por seus consumidores, o Walmart está prestes a testar um novo sistema de reconhecimento facial em suas lojas nos EUA. A ideia do projeto? Identificar clientes que pareçam estar tristes, chateados ou com raiva durante sua passagem pela fila dos caixas.

Se a plataforma inteligente perceber uma pessoa nessas condições, uma equipe especial da empresa é alertada para contatar o indivíduo e checar se eles podem fazer algo para melhorar a sua experiência. O objetivo dessa iniciativa parece ser surpreender os consumidores e resolver seus problemas antes mesmo que eles tenham a chance de reclamar na ouvidoria da companhia ou resolvam “xingar muito no Twitter”.

Chateado com os preços, com a fila ou com o mercado?

O problema com essa empreitada, assim como em outro episódio no qual o Walmart usava o sistema de vigilância do mercado para identificar suspeitos de roubo no local, é a boa e velha privacidade. A partir do momento em que você e seus sentimentos estão sendo monitorados continuamente por terceiros quando seu objetivo é apenas fazer a compra do mês ou pegar alguns ingredientes para o almoço, tudo fica mais complicado. Afinal, a empresa está querendo realmente te ajudar ou analisar em profundidade seus hábitos de consumo?

Segundo a patente do sistema desenvolvido pela gigante norte-americana do varejo, o serviço de reconhecimento facial é uma forma de se manter em dia com o público em um setor tão competitivo. “É mais fácil reter consumidores existentes do que conquistas novos com propagandas”, afirma o documento. Ele diz ainda que, muitas vezes, os clientes são perdidos sem que a marca saiba exatamente o motivo e que o novo método ajudaria a minimizar esses casos enquanto coleta dados importantes sobre esse tipo de atitude.

Pode ser que o tiro saia pela culatra

Mesmo com esses motivos moderadamente nobres, pode ser que o tiro saia pela culatra com a implementação do novo projeto. Além de toda a polêmica em torno da privacidade, não é difícil imaginar que muita gente se sinta incomodada de ser abordada na hora de pagar e sair da loja, principalmente depois de ficar de cara fechada com a demora da fila. E você, aprova uma iniciativa como essas ou acha que toda a história é invasiva demais para o seu gosto? Deixe a sua opinião sobre o tema mais abaixo, na seção de comentários.

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