Há alguns anos, o Departamento de Oftalmologia da Universidade de Washington (EUA) desenvolveu o BrainPort Vision, um aparelho incrível para ajudar os deficientes visuais a enxergar novamente (ou pela primeira vez).

Todavia, assim como qualquer novo produto que surge no mercado, antes de ser comercializado o dispositivo precisou passar pelos rigorosos testes dos órgãos responsáveis pela saúde pública. Nesse caso, o Food and Drug Administration (agência similar a Anvisa brasileira) além de exigir a eficácia do instrumento também avaliou os riscos que o eletrodo posicionado na boca do usuário poderia provocar com uso prolongado.

Por um ano inteiro, os pacientes que fizeram parte do programa utilizaram diariamente o BrainPort. Cerca de 69% das 74 pessoas envolvidas obtiveram êxito no teste de reconhecimento de objetos. De acordo com a FDA, não ocorreram reclamações graves ou problemas durante todo esse tempo.

Agora, falta pouco para que o aparelho comece a ser vendido oficialmente. No entanto, a empresa Wicab, responsável pela fabricação, informou que o preço do BrainPort V100 (nome atual) será de U$ 10.000 (aproximadamente R$ 30.854). Isso certamente fará com que a aceitação comercial seja mais lenta do que o esperado.

Vale lembrar que o dispositivo não restaura a visão, ele apenas projeta as imagens diretamente no cérebro usando uma câmera acoplada. Portanto, ele não deve substituir completamente o uso de outros acessórios.

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