Ainda é cedo para dizer que haverá uma cura para doenças neurológicas, como a doença de Parkinson, mas um grupo de cientistas da Universidade de Harvard parece ter dado um importante passo com relação a isso.

Eles criaram uma rede minúscula – feita de polímeros condutivos que contêm uma série de sensores eletrônicos – que pode ser enrolada e implantada diretamente no cérebro através de uma agulha de 100 micrômetros em uma seringa comum. Logo após ser injetada, a rede se abre e se acomoda no topo do órgão, acompanhando o movimento natural da massa cinzenta.

Por se tratar de uma rede com diversos sensores, é possível analisar o comportamento de milhares – ou até mesmo milhões – de neurônios, e tudo isso contornando dois grandes problemas relacionados aos implantes neurológicos: a rejeição do corpo estranho e a complexidade em ter acesso ao cérebro.

Em fase de testes

A nova tecnologia é realmente promissora, mas ainda há um longo caminho pela frente. Por hora, a rede está sendo utilizada no cérebro de ratos sedados, e a equipe de Charles Lieber já conseguiu monitorar as atividades cerebrais e estimular determinadas porções individuais no cérebro dos pequenos animais.

Por ser fina, feita com materiais macios, e ter espaço suficiente para as células se acomodarem, a rede reduz consideravelmente o risco de rejeição por parte do sistema de defesa do organismo, tendo sido ignorada pelos anticorpos em todos os testes conduzidos até agora.

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