Dean Lloyd, um dos primeiros pacientes a utilizar o Argus. (Fonte da imagem: Reprodução/Wired)

Os óculos Argus passaram dez anos em desenvolvimento, e hoje são capazes de restaurar a visão em cegos. Bem, parcialmente, pelo menos. De fato, as imagens projetadas no cérebro de um usuário do Argus não são exatamente as mesmas enxergadas por uma pessoa normal.

“Você precisa reaprender a ver”, disse Dean Lloyd, um dos pacientes que receberam os óculos, em entrevista ao site Wired. De acordo com Lloyd, o dispositivo faz com que tudo se pareça com um enorme mapa rodoviário — contendo informações que demandam certo grau de interpretação. Há um inconveniente, entretanto: o implante é funcional apenas para pessoas que já enxergaram.

Implante intraocular

Essa limitação se dá por conta do funcionamento do aparato. As imagens captadas pela câmera postada na parte superior da armação são convertidas em sinais elétricos e, em seguida, enviadas para eletrodos instalados em porções específicas dos olhos do paciente.

Nervos danificados ou mortos impossibilitam o implante. (Fonte da imagem: Reprodução/Wired)

Ao estimular os nervos ópticos, uma série de linhas em preto e branco e de pontos passa a ser enxergada pelo paciente — que, de fato, volta a receber informações visuais. Entretanto, caso os nervos tenham sido danificados ou tenham mesmo morrido, torna-se impossível efetuar o estímulo.

Após o longo período de pesquisas e testes, o Argus já se encontra disponível em alguns hospitais dos EUA.