Pesquisadores da Universidade de Tübingen, na Alemanha, vêm trabalhando em um implante de retina que poderá garantir a visão parcial para deficientes visuais. Conforme o documento publicado no site The Royal Society, o sistema Alpha IMS já foi testado em 9 pessoas, sendo que 8 delas tiveram a vista parcialmente restaurada.

O sistema Alpha IMS consiste nos seguintes componentes:

  • Uma rede de 1.500 eletrodos é implantada embaixo da retina do paciente;
  • Eles são conectados a um microchip que envia os sinais para o cérebro;
  • Há um elemento atrás da orelha que permite regular o brilho;
  • Todo o sistema é alimentado por uma bateria sem fio;

    O funcionamento do implante é bem semelhante ao da visão humana:

    1. Os eletrodos detectam a presença de raios luminosos que vêm de encontro aos olhos;
    2. As informações são enviadas para o microchip;
    3. O componente inteligente repassa os dados para o cérebro;
    4. O cérebro interpreta a imagem e a pessoa consegue enxergar em preto e branco.

    Um sistema brilhante que não pode ajudar a todos

    É importante notar que, além de oferecer boa visibilidade (os pacientes podem reconhecer detalhes e até expressões faciais), o Alpha IMS também garante a naturalidade no movimento. Isso quer dizer que o paciente não precisa mover a cabeça para enxergar, sendo possível visualizar quaisquer imagens com o simples mexer dos olhos.

    (Fonte da imagem: Reprodução/The Royal Society)

    Apesar de ser uma notícia animadora, o Alpha IMS não é uma solução para todos os problemas de visão. Segundo o documento oficial, o dispositivo só pode ajudar pacientes que perderam a visão por conta de doenças que danificaram as células que detectam a luz, ou seja, ele não funciona para corrigir problemas em que o nervo esteja danificado.

    Ainda que não seja uma solução completa, o Alpha IMS pode receber melhorias futuras. Os desenvolvedores da tecnologia vêm trabalhando em métodos que ajudem os pacientes a melhorar as habilidades de reconhecimento. Depois dos resultados positivos nos primeiros pacientes, novos testes serão realizados em Londres, Hong Kong, Oxford e outras cidades.

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