(Fonte da imagem: Corpo Saun)

Nada pode ser mais vergonhoso do que, durante um evento importante ou em um lugar cheio de amigos, ouvir seu próprio estômago dar aquele ronco capaz de deixar todos ao seu redor em completo silêncio. Mas por que isso acontece? E por que não temos controle algum sobre esse barulho?

Por que o estômago ronca

Em primeiro lugar, é necessário explicar de onde vêm esses roncos: eles são causados por um evento natural, segundo a revista HowItWorks, chamado peristaltismo. Nele, as paredes do estômago se contraem em determinados intervalos para levar comida, gases e líquidos até a próxima fase da digestão.

Para que nosso estômago produza os embaraçosos roncos, três “ingredientes” são necessários, de acordo com o gastroenterologista Antônio Frederico Magalhães, da Faculdade de Medicina da Unicamp, em declaração ao site Terra. O primeiro deles é a pepsina (também conhecida como enzima digestiva), que é gerada pelo corpo quando sentimos fome, para nos preparar para digerir o próximo alimento que ingerirmos.

Junto dos ácidos estomacais – o segundo “ingrediente” –, a pepsina age como um estimulante para o peristaltismo, que faz com que todo o líquido do órgão chacoalhe e gere o temido ruído. E é aí que entra o terceiro item para criar o ronco: o ar.

Ele permite que o som se propague com ainda mais eficiência, atravessando o abdômen e saindo na forma do ronco. Quanto maior a quantidade de ar, melhor deve ser essa propagação; quando passamos muito tempo sem comer, é disso que nosso estômago está cheio.

Mas por que só acontece quando temos fome?

Agora que já sabemos o porquê dos roncos, fica uma última dúvida: por que nosso estômago não ronca o tempo todo, mesmo quando não estamos com fome? Afinal de contas, ainda temos ar e enzimas digestivas ali, mesmo que em menor quantidade.

A resposta está exatamente nessa quantidade. De fato, nosso estômago ainda pode roncar (e ronca) frequentemente, mesmo pouco tempo depois de termos nos alimentado. Mas assim como dito anteriormente, pouco ar faz com que a propagação seja menor.

Para entender melhor, basta um teste simples: tente soltar boa parte do ar em seus pulmões e, sem enchê-los novamente, fale algo. Por maior que seja o seu esforço, sua voz sairá muito mais fraca, quase como um sussurro, pois não há nada para gerar a vibração ou propagar o som das cordas vocais.

Dessa forma, seu estômago pode até dar alguns roncos, mas eles certamente serão muito mais silenciosos do que na hora em que ele está “vazio”.

A quantidade de enzimas digestivas também é um fator determinante – não para o som, mas para a frequência de vezes que os roncos ocorrem. Uma vez que ela é um dos estimulantes das contrações estomacais, menos pepsina quer dizer menos incentivos. Logo, o espaço de tempo entre os peristaltismos se torna maior.

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Agora que você já sabe tudo sobre o porquê de nossos estômagos roncarem, não é preciso ter tanta vergonha quando isso acontecer em público; basta lembrar a todos de que isso é algo completamente normal.

Mesmo assim, aqueles que sofrem disso com uma frequência grande demais devem ficar de olho: embora em alguns casos isso apenas indique que você tem um organismo sensível, em outros esse pode ser um sinal de má alimentação, uma vez que pessoas que comem muitos alimentos gordurosos e artificiais tendem a ter mais roncos.

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