(Fonte da imagem: University of Utah)

No futuro, em vez do paciente ficar com um grampo grudado no dedo para ter suas funções vitais monitoradas em casa ou no hospital, tudo o que ele precisa é de Wi-Fi. A equipe de cientistas do professor Neal Patawari, da Universidade de Utah, desenvolveu um sistema que detecta a respiração de um paciente através de uma série de cálculos de computador, feitos a partir do cruzamento dos sinais transmitidos.

O método não é invasivo ao paciente e é feito a partir de 20 antenas transmissoras sem fio que circulam toda a cama e têm uma margem de erro de apenas 0,2 a 0,4 “respiradas” por minuto – uma taxa de erro muito menor que a de os sistemas similares atualmente em uso. Para explicar esse número, foi realizado um teste com o Wi-Fi e um monitor de dióxido de carbono ligado à narina de um paciente através de tubos – e o sistema digital saiu-se melhor.

O aparelho pode ser usado para monitorar pacientes com problemas respiratórios durante a noite, como a apneia do sono, além de bebês com síndromes que se manifestam nesse mesmo período. Mas as pesquisas ainda precisam de aprimoramentos: caso o paciente realize muitos movimentos durante a noite, o Wi-Fi detecta a diferença e para de registrar os sinais respiratórios.

Ainda assim, os pesquisadores apostam que a tecnologia estará disponível em até cinco anos, para hospitais e residências. O exército norte-americano também demonstrou interesse na tecnologia, que pode ser adaptada para indicar quantas pessoas estão dentro de uma casa, por exemplo.

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