É muito difícil prever que uma criança vai desenvolver autismo a partir do momento em que nasce. A medicina realiza alguns testes, mas eles possuem baixa chance de acerto quando se trata desse mal. Na tentativa de diagnosticar esse quadro o mais cedo possível, um grupo de pesquisadores desenvolveu um algoritmo capaz de aprender a detectar autismo em bebês.

O próximo passo agora é a realização de mais e mais testes para que a precisão do método se torne ainda maior

Desenvolvido na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, esse sistema realiza varreduras no cérebro de recém-nascidos e pode detectar – em um período de seis meses após o nascimento – a possibilidade de a criança desenvolver autismo, tudo isso usando inteligência artificial. A precisão desse método chega a 81% e possui uma sensibilidade de 88%. Com 12 meses, a exatidão dos resultados é ainda maior.

Precisão nos testes

O próximo passo agora é a realização de mais e mais testes para que a precisão do método se torne ainda maior, o que pode validar essa plataforma de AI como meio principal e mais preciso de diagnosticar o autismo. Ainda existem obstáculos a serem ultrapassados, como o preço alto das varreduras cerebrais dos bebês. Dessa maneira, a medicina pode passar a utilizar a inteligência artificial em mais uma área, ajudando pais a se adaptarem melhor na hora de recepcionar uma criança que apresente esse quadro.

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