Um composto químico chamado nicotinamida mononucleotídea (ou apenas “NMN”) pode ser o primeiro da história a alcançar algo muito desejado por todos: viver mais. A droga, que teria funcionado comprovadamente para estender o tempo de vida de ratos, deve começar a ser testada oficialmente em seres humanos em breve e, se bem-sucedida, deve chegar às prateleiras das farmácias como a primeira droga capaz de retardar nosso envelhecimento.

Segundo o site The Japan News, os primeiros testes clínicos com humanos do NMN serão realizados em um esforço conjunto da Washington University e da Keio University. O estudo terá início em julho com apenas dez pacientes, com foco em analisar a segurança da droga.

“Mas o que há de tão poderoso nessa droga?” A resposta está na sirtuína, um tipo de enzima presente em nosso corpo conhecida por seus efeitos contra o envelhecimento. Basicamente, o NMN ajuda a reativar o gene responsável pela produção da proteína, que normalmente passa a ser fabricado em quantidades cada vez menores, com o passar dos anos.

Dos ratos para os humanos

Como dito antes, os efeitos se mostraram bastante promissores quando testados em roedores: ratos alimentados frequentemente com NMN apresentaram melhoras perceptíveis em seu metabolismo e sua visão, que normalmente decaem rapidamente com o envelhecimento. Não limitados a isso, os testes ainda mostraram um aumento de tolerância à glucose e do perfil de lipídios de alguns animais.

Nós confirmamos um efeito notável no experimento usando ratos, mas ainda não está claro quanto o composto vai afetar humanos

Embora isso seja de fato bastante impressionante, a grande dúvida é se o mesmo efeito vai acontecer nos humanos. Infelizmente, as expectativas são bem menos animadoras para nós: pelas diferenças fisiológicas entre ambas as espécies, é esperado que os resultados sejam muito menos perceptíveis nos candidatos humanos.

“Nós confirmamos um efeito notável no experimento usando ratos, mas ainda não está claro quanto [o composto] vai afetar humanos”, explicou o Professor Shinichiro Imai, um dos integrantes do estudo. “Vamos conduzir o estudo cuidadosamente, portanto espero que isso resulte em descobertas importantes originadas no Japão”, continuou.

Mesmo assim, caso funcione (mesmo que em um nível menor do que ocorrido nos ratos), podemos ter uma droga capaz de aumentar a qualidade de vida de muitas pessoas. E no fim das contas, esse ainda é um primeiro passo para um “elixir da vida” tão almejado pela medicina.

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