Um computador é composto de inúmeras peças que devem estar corretamente interligadas para que ele funcione perfeitamente. Se você já teve a oportunidade de ver uma máquina dessas por dentro, deve ter ficado impressionado com a quantidade de encaixes, microchips e fios presentes dentro dela. Além do processador, cooler e outros componentes, uma peça indispensável em qualquer PC é a placa-mãe.

Resumir o papel de uma placa-mãe não é algo simples. Ela é a principal placa do computador, o componente que mantém tudo alimentado, conectado e funcionando. Por isso, é chamada de “mãe”, pois todos precisam ficar perto dela.

Algumas têm entradas para o encaixe de componentes, no entanto, outras contam com dispositivos de som, rede, vídeo e outros periféricos integrados a elas — essas são as onboards, e você vai aprender um pouco mais sobre elas neste artigo do Tecmundo.

Onboard?

"Onboard" significa “na placa”, portanto, quando você ouve falar que um computador “é onboard”, quer dizer que sua placa-mãe tem um ou mais dispositivos integrados, os quais podem incluir uma placa de som, vídeo, rede, modem ou outras. Por exemplo, ela pode contar com um chip de vídeo ou com a capacidade de processamento de vídeos mesmo sem ter uma placa dedidaca exclusivamente para isso a princípio.

Elas são abertas a melhorias

Vamos salientar o “a princípio”, pois você não tem que se contentar obrigatoriamente com as capacidades originais da placa-mãe, afinal, elas podem ser bem reduzidas se comparadas a componentes dedicados.

Um exemplo são os chips de vídeo onboard, os quais utilizam a memória principal do PC, enquanto uma placa de vídeo offboard têm memória própria — para um jogador aficionado, essa diferença de desempenho é notável — muito notável mesmo.

Portanto, mesmo que uma placa-mãe tenha diferentes dispositivos já integrados a ela, na maioria dos casos você pode ter mais dispositivos no seu computador. Por exemplo, ao instalar uma placa de vídeo, a onboard é automaticamente desabilitada. Mas, nesse caso específico, você pode acessar a BIOS para fazer as alterações necessárias e usar as duas simultaneamente para múltiplos monitores.

O barato pode sair bem caro

Apesar de os componentes serem embutidos em uma única placa, cada um deles funciona separadamente, o que implica que, se um deles deixar de funcionar corretamente, a “mãe” não será comprometida por isso.

No entanto, essa é uma situação bastante desagradável, já que, tecnicamente, o conserto é possível, porém, torna-se inviável no final das contas, já que o custo da mão de obra e dos componentes supera o valor de uma placa-mãe nova. Logo, quando isso acontece geralmente uma placa offboard é colocada para substituir o componente defeituoso.

Entre preço e desempenho, vale o que você precisa

Uma vantagem de uma placa-mãe com componentes onboard é o custo menor em relação às offboard, pois o valor final de um computador é reduzido. Além disso, a montagem do PC fica mais simples para o usuário.

Contudo, apesar de reduzir o preço final do computador, as placas com componentes onboard acabam perdendo desempenho em relação às offboard, pois o processador precisa realizar tarefas que deveriam ser realizadas por componentes específicos, ou seja, a CPU acaba trabalhando para a placa de vídeo, para a rede etc.

Como você pode perceber, uma placa-mãe com componentes onboard não é necessariamente pior do que uma na qual se instalam outras placas, pois tudo depende da sua necessidade. Se você é um jogador que gosta de games pesados, alguém que edita vídeos ou simplesmente quer o máximo de desempenho, é mais interessante ter uma placa-mãe offboard, pois ela permite que o computador utilize cada componente na sua capacidade máxima.

Agora, se você precisa apenas executar tarefas corriqueiras e até jogar um game casual, uma placa-mãe com componentes onboard pode dar conta do recado e dificilmente vai deixar na mão. No final das contas, tudo depende da sua necessidade.

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