(Fonte da imagem: Reprodução/BBC News)

Embora vírus de computador sejam chamados dessa maneira justamente devido à sua similaridade com os organismos biológicos, eles não se mostram tão contagiosos quanto sua inspiração — ao menos até o momento. Algo que pode estar prestes a mudar graças ao trabalho da Universidade de Liverpool, que mostrou que é possível criar um malware com uma capacidade de contaminação tão alta quanto à da gripe comum.

Batizado como “Chameleon” (camaleão, em uma tradução livre), um novo vírus criado por uma equipe de pesquisadores da instituição é capaz de pular entre diferentes redes WiFi sem ser notado, visando as conexões mal protegidas disponíveis na área para continuar se espalhando de maneira eficaz — o que tornaria redes abertas seu “prato preferido”, por assim dizer.

O lado bom dessa história é o fato de que o Chameleon se trata de somente uma mera simulação, ao menos no momento atual. Segundo os responsáveis pelo vírus, hackers podem replicar facilmente seu funcionamento, o que acaba com a crença de que malwares não podem se espalhar dessa forma. “Demonstramos que isso é possível e que isso pode se espalhar rapidamente”, afirma o professor Alan Marshall. “Agora somos capazes de usar os dados gerados por esse estudo para desenvolver uma nova técnica capaz de detectar a probabilidade de um ataque”, complementa.

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