Criadora da plataforma Steam, estúdio de desenvolvimento de jogos e publisher, a Valve acaba de se tornar a mais recente adição à Linux Foundation, uma organização não lucrativa que busca melhorar e divulgar o sistema operacional de código aberto. A empresa se une à Sony, à NVIDIA e ao Twitter no grupo que contribui à instituição com uma assinatura anual entre US$ 5 mil e US$ 20 mil (de aproximadamente R$ 11.875 a cerca de R$ 47.500).

A ação não é uma grande surpresa, tendo em vista que a Valve lançou um client do Steam para Linux no ano passado (que agora conta com 198 jogos). Além disso, a empresa vai adotar uma versão modificada do sistema, que chamou de SteamOS, em suas Steam Machines, consoles fabricados por várias companhias que são esperados para o meio de 2014.

Durante a LinuxCon, o cofundador e CEO da Valve, Gabe Newell, descreveu o sistema operacional e o movimento de código aberto como “o futuro dos jogos”. Em outra ocasião, o executivo descreveu o Windows 8 como “uma catástrofe para todas as pessoas do mundo dos PCs”. No vídeo acima, você pode ver Newell e Linus Torvalds falam sobre a importância da parceria.

Mais um empurrãozinho

(Fonte da imagem: Reprodução/Geeky-Gadgets)

Embora a maioria dos jogadores do Steam use computadores com o sistema da Microsoft, a novidade é mais um dos muitos indícios de que a Valve deseja ver mais pessoas adotando o Linux. Para um dos membros-chave da equipe do sistema operacional aberto da criadora do serviço de games, Mike Sartain, a entrada na fundação é mais um investimento no avanço dos jogos no Linux.

“Por meio desses esforços, nós esperamos contribuir com ferramentas para que os desenvolvedores construam novas experiências no Linux, incentivar fabricantes de hardware a priorizar suporte ao sistema e, por fim, entregar uma plataforma elegante e aberta para os seus usuários”, concluiu.

Além da Valve, também se juntaram hoje à Linux Foundation a startup Cloudius Systems e a Heterogeneous System Architecture (HSA) Foundation, um grupo não lucrativo fundado pela AMD, ARM, Qualcomm e Samsung, entre outras, para desenvolver especificações para computação paralela com padrões abertos.

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