(Fonte da imagem: Reprodução/Wired)

Um perfil de Linus Torvalds publicado pela Wired na última terça-feira (20 de março) mostra vários detalhes sobre a vida daquele que é considerado o pai da plataforma Linux. Entre as revelações feitas, está o fato de que ele recusou uma proposta de emprego oferecida por Steve Jobs em 2000.

Na época, Linus havia acabado de chegar aos Estados Unidos e estava trabalhando na fabricante de chips Transmeta, quando foi convidado a fazer uma visita à Cupertino. “Unix para a maior base de usuários: essa era a proposta”, afirma. A condição para que o negócio fosse concretizado era que o desenvolvimento do Linux fosse encerrado.

“Ele queria que eu trabalhasse em coisas não relacionadas ao Linux”, declarou o pai da plataforma. Esse foi o ponto essencial que fez com que a proposta fosse recusada. Além disso, Linus afirma que sempre detestou o kernel Mach usado no sistema operacional da Apple, o que era mais um motivo para não aceitar o emprego.

As semelhanças entre Linus e o falecido CEO da Apple são muitas, especialmente quando se diz respeito à maneira como ambos gerenciam um projeto. Há duas semanas, ele chamou os criadores do SUSE Linux de idiotas, devido aos requerimentos de segurança exigidos pelo sistema — situação que lembra muito o jeito nada delicado como Jobs criticava seus funcionários.

Foco no código

Atualmente, Linus lidera o desenvolvimento do projeto Linux, servindo principalmente como um árbitro para eventuais disputas e tomando as decisões técnicas que garantem que a plataforma está seguindo a direção correta.

Alguns dos enfeitos da casa de Linus (Fonte da imagem: Reprodução/Wired)

Ele admite que os dias de grandes disputas envolvendo o sistema operacional finalmente chegaram ao fim. “Pessoalmente, eu sou pouco adepto a grandes mudanças de design”, declarou. “Fizemos tantas alterações que chegamos ao ponto em que a maioria das coisas que fazemos, fazemos por uma razão muito boa, e trabalhar em algo radicalmente diferente seria simplesmente estúpido”, complementa.

O pai do Linux também é o anfitrião de um evento anual chamado Linux Kernel Summit, o qual descreve de maneira pouco entusiasmada. Ele afirma que, apesar de trabalhar na área, falar sobre tecnologia não é uma de suas atividades favoritas. “Eu acredito que é muito mais fácil ser preciso no que você escreve e dar exemplos na forma de códigos”, admite. “Na verdade, eu acho que é muito chato falar sobre tecnologia cara a cara. Você não pode escrever o código enquanto isso”, complementa.

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