Lentes duplas podem trazer zoom óptico "real" para smartphones

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(Fonte da imagem: Reprodução/Corephotonics)

Muita gente se perguntou qual seria, exatamente, o efeito pretendido pela HTC ao embutir duas lentes separadas no seu vindouro M8 — considerando-se que a expectativa mais óbvia, relacionada ao 3D, foi rapidamente frustrada.

Bem, ocorre é que há mais gente “brincando” com a tal lente dupla. A Corephotonics, por exemplo, explicou como o sistema pode levar um zoom óptico absolutamente convincente para o mercado mobile.

E isso, bem entendido, sem precisar acoplar um enorme bulbo na superfície de um smartphone — comprometendo o atual cânone da “menor espessura possível”. Isso porque, em vez de acrescentar um sensor fotográfico mais parrudo, a companhia optou por duas lentes separadas com dois sensores idênticos. A grande sacada? Cada uma delas se encontra em uma distância focal (uma delas possui mais zoom).

(Fonte da imagem: Reprodução/Corephotonics)

As imagens captadas por ambas são então enviadas a dois processadores de sinais de imagem (ISP), combinando-as em uma única foto ou vídeo — e, neste ponto, é fácil ligar os pontos até a parceria entre a Corephotonics e a Qualcomm, considerando-se que o processador Snapdragon 800 possui dois sensores ISP embutidos. Há pelo menos três vantagens possíveis em virtude desse sistema.

Zoom óptico

Por possuir e combinar o sinal de duas lentes, a arquitetura da Corephotonics permite que se consiga um zoom óptico (“real”) sem perdas de resolução. Dessa forma, caso o aparelho em questão possua, por exemplo, 13 megapixels, uma imagem capturada com zoom ainda manterá os mesmos 13 megapixels — o que não ocorre no caso da ampliação promovida pelo zoom digital.

(Fonte da imagem: Reprodução/Corephotonics)

Ademais, a estrutura da Corephotonics ainda promete ser capaz de um zoom mais suave — particularmente interessante no caso de registros em vídeo.

Desempenho em baixa luminosidade

A segunda vantagem óbvia do sistema de lentes duplas deve ser perceptível durante registros em baixa luminosidade. Isso porque o software da Corephotonics trabalha em tempo real para combinar os sinais capturados por ambas as lentes (e seus respectivos sensores), conduzindo então uma comparação pixel a pixel a fim de detectar sempre aquele que parece mais confiável — mais de acordo com a cena capturada.

(Fonte da imagem: Reprodução/Corephotonics)

O resultado deve ser uma imagem um tanto mais definida, mesmo em ambientes relativamente escuros, substituindo o tradicional algoritmo de análise de contraste de pixels adjacentes — o padrão da indústria para detectar imagens fora de foco.

Análise de profundidade

A terceira vantagem que se pode considerar diz respeito à possibilidade de uma melhor análise de profundidade dos registros. Embora o efeito tridimensional seja o primeiro a saltar entre as possibilidades, um melhor tratamento de profundidade também pode significar um controle extra no que se refere aos elementos que são colocados em foco — borrando automaticamente o fundo em fotos para retrato, por exemplo.

(Fonte da imagem: Reprodução/Corephotonics)

Ainda em relação à profundidade, as duas câmeras ainda devem permitir um autofoco mais rápido, além de tornar tecnologias de realidade aumentada mais precisas.

Desvantagens

Naturalmente, nem tudo são rosas em zoom. Considerando-se as dimensões do sistema da Corephotonics, em particular, o protótipo possui uma profundidade de 6,5 milímetros. Isso é mais do que o suficiente para tirar um possível novo smartphone do páreo na competição por aparelhos cada vez mais finos.

(Fonte da imagem: Reprodução/Corephotonics)

Enfim, resta agora saber como a novidade será realmente levada até as prateleiras.

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