A fabricante chinesa Lenovo anunciou que vai dispensar 3,2 mil funcionários, o que equivale a 5% de todo o quadro de colaboradores da empresa. A revelação partiu do próprio CEO da companhia, Yang Yuanqing, juntamente com os relatórios financeiros do primeiro trimestre de 2015.

A ideia da Lenovo é diminuir a quantidade dos próprios modelos mobile diferentes que são anunciados anualmente no mercado. Só aparelhos pontuais serão apresentados, sem inundar o mercado com produtos (e aumentar os próprios gastos com mais lançamentos). Para continuar com lucros, é preciso estruturar novamente a divisão de dispositivos móveis da companhia — e ainda buscar alternativas para o mercado de PCs, que não apresenta resultados animadores.

A decisão também fortalece a ligação entre a Lenovo e a divisão mobile da Motorola, que foi comprada da Google pelos chineses. A fabricante também será a responsável por design, desenvolvimento e produção dos smartphones da marca Lenovo.

Os custos de reestruturação chegam a US$ 600 milhões, mas até US$ 650 milhões serão economizados em gastos no segundo semestre. A situação da empresa não é preocupante, mas um sinal de alerta está ligado: rendimentos da empresa subiram 3% deste trimestre para o mesmo período do ano anterior, mas os lucros desceram 51%.

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