Você deve ter aprendido nas aulas de física que a luz é uma das coisas mais rápidas que existem, com velocidade de 300 mil km/s, ou seja, capaz de dar 7,5 voltas ao redor do Equador enquanto o ponteiro do relógio avança uma medida.

Por isso, é espantoso, para um leigo ao menos, o que pesquisadores da universidade de Edimburgo conseguiram fazer: captar a trajetória de um laser em pleno movimento. Para isso, claro, precisaram de um equipamento extraordinário: uma câmera que filma a 20 bilhões de quadros por segundo.

Lasers são difíceis de observar, pois os fótons estão direcionados para a trajetória do raio. Para que um laser seja visto, geralmente se usa fumaça, por onde as partículas de luz podem se espalhar. Eles deixam um rastro no ar também, mas é muito mais difícil de ver. No entanto, a câmera em questão consegue filmar um único fóton, e foi assim que conseguiu capturar a luz em movimento.

Mas há uma utilidade prática para a câmera? Segundo os pesquisadores, ela pode ser usada para estudar o comportamento do plasma e em aplicações em que é necessário calcular a distância pela qual os fótons se deslocaram, caso de um experimento que tenta filmar objetos rebatendo porções de luz em superfícies não espelhadas.

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