A certificação do LED começa a valer a partir de dezembro, mas se engana quem pensa que ela vai resolver de imediato o problema dos produtos de baixa qualidade que assolam o mercado e da falta de transparência nas informações ao consumidor. Esta é a avaliação do diretor-executivo da Lâmpadas Golden, Álvaro Diniz.

Isso porque, a partir de 13 de dezembro de 2015, as lâmpadas fabricadas e importadas deverão estar de acordo com os requisitos, porém o comércio tem até 13 de setembro de 2017 para vender todo o seu estoque de lâmpadas LED não certificadas. “Como consequência, muitos importadores devem fazer estoque de produtos sem certificado e com baixo custo”, conforme Diniz.

Quanto aos testes, de acordo com o Inmetro, eles devem ser feitos apenas em laboratórios credenciados. Nesse espaço de tempo, as empresas terão apenas três laboratórios para atender à demanda de testes de centenas de importadores, o que não é simples, pois envolve diversos equipamentos e tem duração mínima de 3 mil horas de ensaios de vida – totalizando, aproximadamente, quatro meses. Portanto, não é de se estranhar o possível desabastecimento de produtos de qualidade no mercado. Além disso, os pequenos importadores, que representam uma boa fatia do mercado hoje, não têm estruturas de engenharia e financeira suficientes para se adequar à norma.

Adequação às normas em andamento

Empresas consolidadas no mercado e que apostam na qualidade de seus produtos já estão com os processos de certificação em andamento. É o caso da Lâmpadas Golden, que já tem 100% dos seus produtos aprovados em testes iniciais faltando, apenas, a conclusão dos ensaios após 3 mil horas de sazonamento, explica o executivo. Diniz também afirma que a norma brasileira é uma das mais rígidas do mundo, pois combinou aspectos da norma europeia (Compatibilidade Eletromagnética) com as altas exigências de vida e performance da norma americana (25 mil horas de vida e baixa depreciação lumínica).

Ao que se refere às embalagens, a certificação determina que devem trazer, além do selo do Inmetro corretamente aplicado, a equivalência às lâmpadas incandescentes e fluorescentes devidamente descritas. Enquanto a norma não está em pleno funcionamento, Diniz orienta o consumidor a estar atento às informações para não ser enganado. “Compare o fluxo luminoso e escolha modelos que possuam um número de lúmens aproximado. Não se deixe enganar por marcas que prometem um grau de equivalência melhor, mas com luminosidade diferente. Lembre-se que potência não é luz, mas consumo”, finaliza o executivo.