Análise: Pro Evolution Soccer 2013 [vídeo]

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Fãs de futebol têm pelo menos uma certeza todos os anos: as duas maiores franquias do gênero no mundo dos jogos eletrônicos lançarão seus novos títulos. Assim sendo, acaba de subir ao gramado o Pro Evolution Soccer 2013, que promete renovar a franquia e colocá-la de novo no caminho da liderança na disputa contra a concorrência.

Com detalhes gráficos e técnicos aprimorados, o game traz mais personalidade para os grandes craques, mais naturalidade no sistema defensivo e melhorou ainda a movimentação dos goleiros. O sistema de dribles também ganhou novos recursos, tornando o básico ainda mais simples e oferecendo também uma série de movimentos avançados.

Além disso, não dá para se esquecer do grande destaque dado ao futebol brasileiro nesta versão. Então, confira agora quais as nossas impressões deste que promete ser um dos maiores títulos da franquia.

Aprovado

Liberdade de movimento em campo

Talvez o destaque mais à vista do novo Pro Evolution Soccer seja a liberdade de movimentos com a qual você conta. Se nas três últimas versões o motor de jogo não permitia movimentos mais soltos, como aqueles que eram a marca registrada da série até o PES 2009, a versão 2013 deu um salto de qualidade nesse sentido.

A principal “ferramenta” para isso é o comando de movimentos livres: pressionando o botão L2 (no PS3) ou LB no (Xbox 360), você pode guiar livremente o jogador para driblar os adversários, fazer passes e até mesmo arremates a gol, tudo isso para qualquer direção. Essa liberdade “360°” exige mais qualificação do jogador, mas também é uma opção mais precisa para fazer o que você quiser com a bola nos pés.

Ainda no que toca a estrutura do jogo, outra melhora significativa está no sistema de defesa. Agora, você pode cercar um adversário mais facilmente, evitando que ele escape sem marcação e permitindo botes mais certeiros sobre a bola. Mas isso não quer dizer que o defensor será privilegiado, pois qualquer deslize significa falta e advertência.

Muito mais detalhes

Uma franquia nem sempre consegue trazer inovações pesadas de um ano para outro, mas, às vezes, os pequenos detalhes fazem toda a diferença. Aqui, há um destaque maior para o Brasil, inclusive com estádios brasileiros. Neles, você vai ouvir não somente as torcidas bradando o nome de seus times (pelo menos nas principais equipes), mas também o sistema de som anunciando substituições e informando o público e a renda da partida.

As animações também merecem destaque positivo de forma geral, tanto as que influenciam diretamente no jogo quanto aquelas que permeiam o campo. Ao longo da partida, o sistema “Player ID” oferece movimentos bem precisos dos grandes atletas, lembrando muito as fintas, dribles e chutes que eles apresentam para públicos de todo o mundo real.

Quando um gol é marcado, você vai ver o Cristiano Ronaldo correndo e se jogando de joelhos ou então as dancinhas do Neymar, por exemplo. Características marcantes de diversos atletas também estão presentes, outro fator que melhora bastante a experiência com o novo PES.

Momentos de destaque na partida deixarão à vista o movimento das câmeras de TV, bem como os de cinegrafistas e fotógrafos ao lado do gramado. Os seguranças, vestidos com paletó e gravata ou com coletes, também dão um toque especial ao jogo, movendo-se pelos espaços reservados a eles dentro do estádio.

Sistema de impactos sem bizarrices

A física de jogo foi melhorada, aprimorando ainda mais os ganhos implementados em sua última versão. Isso significa movimentos de jogadores muito mais próximos da realidade (mesmo sendo o PES uma franquia sem a pretensão de ser um “simulador”), mas deixando sempre claro que se trata de um jogo eletrônico.

Isso quer dizer o seguinte: você não vai ver jogadores trombando e caindo pelo campo (salvo se o seu adversário tem o costume de dar carrinhos fora do lance, mas aí já é assunto para a arbitragem), como aconteceria no mundo real.

Eles trombam, não “se atravessam”, mas ninguém é derrubado com um choque normal, o que torna a experiência de jogo um pouco menos irritante e também menos propícia a levar gols oriundos do “excesso” de rigor mecânico.

É do Brasil!

Depois de trazer narração em português brasileiro com o mítico Sílvio Luiz, times da Copa Libertadores da América e ainda o craque Neymar na capa da edição sul-americana do PES 2012, a Konami decidiu dar ainda mais espaço para o futebol do nosso país (outrora o “melhor do mundo”).

Pro Evolution Soccer 2013 permite a você, jogador brasileiro, disputar partidas com o seu time do coração — isso se ele estiver jogando a Série A do Brasileirão em 2012. Além disso, duas tradicionais praças esportivas brasileiras estão ali: o Cícero Pompeu de Toledo, vulgo Estádio do Morumbi (a casa do São Paulo), e o Urbano Caldeira, mais conhecido como Vila Belmiro (a casa do Santos).

O Brasil foi lembrado, inclusive, na trilha sonora. Goste você ou não, a música que dá as boas-vindas quando o game é iniciado é “Ai, se eu te pego”. Depois de ganhar o mundo todo, o hit na voz de Michel Teló “pegou” também os desenvolvedores da Konami.

Reprovado

Modos de jogo congelados no tempo

Muitas novidades é o mínimo que se espera de um novo game, certo? E elas existem no PES 2013. Entretanto, se o quesito analisado nesta edição for modos de jogo oferecidos, ele deixa a desejar. As opções são: UEFA Champions League, Copa Libertadores da América, copas continentais e mundiais entre seleções, Liga Master e Rumo ao Estrelato.

Se você jogou as últimas edições do jogo, não espere nada de novo aqui. As possibilidades e recursos oferecidos dentro de cada uma delas continuam os mesmos, inclusive nos modos mais personalizáveis (Liga Master e Rumo ao Estrelato), com sistemas de negociação e evolução de atletas permanecendo praticamente inalterados.

É provável que isso não signifique, de fato, um ponto negativo. Podemos usar também as melhorias gráficas e técnicas como "justificativa” para o descuido com as modalidades oferecidas pelo game. Entretanto, isso demonstra que nem tudo é novidade no PES 2013.

Mestres do drible se saem melhor

Este ano, a Konami devolveu de vez ao PES a possibilidade de driblar sem firulas, ou seja, é possível usar apenas os comandos direcionais para se desvencilhar de forma bem-sucedida de seus adversários. Contudo, dribles mais elaborados e eficientes passam a exigir ainda mais do jogador.

O analógico da direita permite movimentos especiais, bem como o botão R2 (PS3) ou RB (X360) permite movimentos mais precisos. A combinação disso tudo gera fintas e dribles incríveis, como canetas, dribles da vaca e chapéus, mas vamos dizer que isso não é algo tão simples que possa ser feito sem algum treino.

Cadê aquele escudo legal?

Talvez alguns clubes e confederações tenham exigido demais, talvez a Konami tenha se esforçado de menos, não se sabe ao certo. Mas o fato é que em PES 2013 ainda existem muitos clubes e seleções que não trazem nomes, escudos e uniformes oficiais.

O Superclássico das Américas, por exemplo, não permite que Brasil e Argentina usem suas vestimentas tradicionais. Outros clubes do mundo, como Arsenal e Manchester City, ambos da Inglaterra, “sofrem” do mesmo problema. Por mais irrelevante que isso possa parecer, acaba tirando um pouco da graça do game (mas é claro que FIFA 13, seu grande concorrente, também pena com o mesmo mal).

Vale a pena?

Parece que finalmente a Konami apresentou um título capaz de colocar Pro Evolution Soccer no topo como a franquia mais querida pela maioria dos jogadores. Se isso não acontecer com a versão 2013, que ainda sofre com a desconfiança daqueles que “migraram” para o FIFA, os próximos lançamentos devem esquentar ainda mais esta disputa — na qual o grande vencedor é o gamer.

Se faltaram novidades para os modos de jogo, as melhorias técnicas criaram um ambiente divertido e que remete à história de PES, aderindo novos detalhes, mas sem perder a essência que consagrou a franquia. Os gráficos retocados, o destaque ainda maior para o Brasil e o controle completo sobre as suas ações em campo garantem mais três pontos para Pro Evolution Soccer.

Via BJ

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