Se você achava que as jetpacks de uso pessoal ainda eram coisa de ficção científica, então vai ficar surpreso por saber que elas podem se tornar uma realidade bem mais rápido do que esperava. Segundo o site Info Blizzard, a Martin Aircraft – famosa pelas demonstrações de acrobacias aéreas de seu produto – assinou alguns acordos comerciais importantes durante o Paris International Air Show, realizado nesta semana na capital francesa.

Entre os contratos, os maiores parecem ter sido firmados com a Beijing Flying Man Science & Technology e a Beijing Voyage Investment. O negócio envolve uma parcela inicial de 100 jetpacks com condução por pilotos, 50 de operação remota, 25 modelos estáticos e 25 simuladores. No entanto, as empresas ressaltam que atualmente tudo não passa de um tempo de cooperação e dizem que as vendas dependem da elaboração de um acordo de suprimento.

Outras negociações firmadas pela criadora do equipamento envolvem o estabelecimento de centros de vendas na Europa e na Índia. Falando com o canal CNBC, o CEO da Martin Aircraft, Peter Coker, afirmou que as jetpacks da companhia inicialmente devem interessar e ser úteis para equipes de resposta rápida a situações de emergência, mas disse que o uso recreativo pode se tornar uma possibilidade no futuro.

Um futuro próximo

Com relação à janela de lançamento da mochila a jato, Coker estimou que o jetpack deve ficar pronto para uso comercial daqui a cerca de 12 ou 18 meses. “Estamos nos posicionando como produto para começar as vendas na segunda metade de 2016, então agora estamos olhando para o protótipo e adicionando elementos comerciais a ele”, explicou o executivo.

Criada em 2010, a Martin Jetpack é um equipamento consideravelmente leve, capaz de atingir velocidade de até 74 quilômetros por hora e com uma autonomia de voo de 30 minutos. A propulsão da mochila vem de turbinas movidas por motores V4 e o equipamento possui tanto modelos controlados por pilotos presenciais quanto variações comandadas remotamente.

O CEO da fabricante também acrescentou que a produção deve ser feita na Nova Zelândia e que a Martin Aircraft espera atingir uma taxa de fabricação de 500 unidades por ano. A tecnologia, no entanto, não será barata e, ao menos inicialmente, cada jetpack deve custar cerca de US$ 200 mil – o equivalente a nada menos que R$ 619 mil, desconsiderando impostos.