O empresário chinês Liu Ruopeng tem como um de seus sonhos pessoais o desejo de ser o responsável pela produção comercial das aguardadas mochilas a jato, que permitiram que você saísse voando livremente por aí. Diferentemente de boa parte dos ricaços, no entanto, ele vem trabalhando ativamente para que seu desejo deixe de ser ficção científica e se torne uma realidade concreta – e seu planos indicam que isso será possível em 2 anos.

Tendo concluído seu doutorado em Engenharia Eletrônica na Duke University, nos EUA, Ruopeng atualmente é presidente o Instituto de Tecnologia Avançada Kuang-Chi e da empresa Kuang-Chi Science. Recentemente, sua companhia tecnológica virou alvo das atenções da imprensa chinesa após a aquisição da neozelandesa Martin Aircraft, responsável pela criação de um aparato movido a turbinas que realmente pode fazer um homem voar.

Desenvolvida como fruto de pesquisas de Glenn Martin, que começou seus estudos para isso em 1981, a Martin Jetpack já conseguiu passar por testes em que transportou cargas de 120 kg até uma altitude de 1.500 metros enquanto se movia a 35 km/h. Agora, com a aquisição de 52% das ações da Martin Aircraft pela Kuang-Chi Science, ambas se unirão para tornar as mochilas a jato comerciais uma realidade – com lançamento global previsto para 2017.

Apostando no futuro

Glenn Martin e Liu Ruopeng compartilham a visão de um futuro promissor para os dispositivos pessoais de voo e do presidente da Kuang-Chi Science acredita que os chineses mais ricos estariam bastante interessados em adquirir jetpacks. Além das mochilas a jato, a empresa da China também tem planos de desenvolver tecnologias aeroespaciais de ponta e trabalhar com metamateriais – elementos sintéticos com propriedades não existentes na natureza.

Em declarações à imprensa local, o empresário chinês afirmou acreditar que as pessoas deveriam se atrever mais a fazer coisas que ninguém tentou ou conseguiu concluir antes e disse que pretendia abrir seu próprio caminho no campo da tecnologia e da ciência. Em 2009, Ruopeng já fez algum barulho ao publicar, junto a outros pesquisadores, um artigo em que propunha o design de uma “capa de invisibilidade”.