(Fonte da imagem: Reprodução/The Next Web)

O CEO da Apple Tim Cook afirmou estar “incrivelmente otimista” com o acordo recentemente fechado entre sua companhia a China Mobile, a estatal que hoje ocupa a posição de maior operadora móvel do mundo, com mais de 740 milhões de assinantes. Falando ao Wall Street Journal, o líder da empresa da Maçã ainda deu indícios de uma colaboração que vai além do modelos mais recentes de smartphones já lançados.

A Apple anunciou em dezembro que o iPhone 5S e o 5C chegariam oficialmente à China ainda este mês, com os aparelhos disponíveis tanto nas lojas da operadora quanto nas próprias instalações chinesas da Maçã a partir de 17 de janeiro. Segundo Cook, isso é apenas “um começo” e “há muitas outras coisas que as nossas companhias podem fazer juntas no futuro”.

O presidente da China Mobile Xi Guohua afirmou que múltiplos milhões de iPhones já foram pré-adquiridos pelos seus clientes e Cook ressalta que a operadora “tem acesso a muitas cidades que a Apple não consegue alcançar”. Quando os aparelhos forem liberados para as lojas, eles serão vendidos em mais de 3 mil locais adicionais – e a empresa já tem acordos firmados com a segunda e a terceira maiores operadoras chinesas.

Portas e janelas abertas

A fabricante contratada pela Maçã, a Foxconn, já enviou 1 milhão de iPhones para a China Mobile em antecipação ao lançamento de sexta-feira. Analistas citados pelo Wall Street Journal estimam que a operadora pode emplacar entre 15 milhões e 39 milhões de aparelhos em 2014, um acréscimo considerável ao montante da Apple, que vendeu 33,8 milhões dos dispositivos no mundo inteiro durante o quarto trimestre de 2013.

(Fonte da imagem: Reprodução/Engadget)

É inegável que há demanda para o iPhone na China, onde existe um movimentado mercado negro para os dispositivos praticamente desde a época em que o primeiro smartphone da empresa da Maçã foi lançado, em 2007. No entanto, assim como no resto do mundo, o celular da Apple vem enfrentando uma dura competição dos aparelhos mais baratos com Android.

Para dificultar ainda mais as coisas para a companhia norte-americana, o iPhone é mais caro na China do que nos Estados Unidos, com o modelo de 16 GB do iPhone 5S saindo por US$ 870 (equivalente a aproximados R$ 2.045) – o que ainda é bem mais barato do que os preços brasileiros. Até mesmo o modelo “de baixo custo” 5C é considerado caro pelos padrões locais.

Estrela-guia

“A Apple sempre se concentrou em fazer os melhores produtos, não a maior quantidade, então essa sempre foi a nossa estrela-guia e isso nunca vai mudar”, afirmou Cook em uma coletiva de imprensa. Dessa forma, podemos perceber que o CEO está plenamente de acordo com a atual estratégia da empresa: dominar a margem de lucro, não a fatia de mercado.

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