Há diversos iPods, assim como há também uma variação mínima no iPad. Por que o iPhone ainda não entrou na dança? (Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

Praticamente desde que foi lançado, o iPod sempre apresentou variantes, modelos distintos para necessidades distintas... E, sobretudo, para bolsos distintos. Bem, seria possível que esse mesmo modus operandi fosse estendido também para outro produto central da Apple, o iPhone? De acordo com o CEO da empresa, Tim Cook, isso certamente pode ocorrer no futuro.

A pergunta emergida de algum lugar durante a conferência D11 certamente tem sua razão de ser. Afinal, o mercado de smartphones, tablets e afins jamais foi tão amplo e multifacetado quanto hoje — com variações quase escandalosas de telas, preços e hardwares. A lógica é plenamente extensível para o smartphone da Maçã: alguns usuários preferem configurações diferentes da uniformidade imposta pela Apple.

Uma escolha estratégica

“Bem, nós ainda [não lançamos variações do iPhone], mas isso não significa que não possamos fazer isso no futuro”, afirmou Cook. Nesse momento, surgem justificativas e, naturalmente, alguns precedentes notáveis. “Mas deixem-me explicar o porquê de nós não termos feito isso até hoje. Isso demanda muito trabalho, muitos detalhes, a fim de fazer emergir um bom smartphone enquanto se lida com hardware, software e os serviços envolvidos.”

Desenvolvimento do iPhone exigiu algumas "escolhas" — tal como a uniformização do conceito e dos serviços associados. (Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

O executivo afirma que a Apple deliberadamente conduziu as energias produtivas para o desenvolvimento dos vários pontos envolvidos no conceito do iPhone, o que tornou algumas escolhas obrigatórias. O próprio Cook citou também as diversas variações do iPod como exemplo da atenção dispensada pela Maçã aos diferentes tipos de consumidores. De qualquer forma, resta saber quando essa alardeada variação também valerá para o smartphone.

Impossível que alguém não evocasse o assunto “phablets” também. Para Cook, embora telas expandidas certamente agradem a alguns consumidores, não se pode centralizar tudo em um único fator — já que a qualidade da bateria, das imagens exibidas e da longevidade também devem pesar na balança. “Nesse ponto, nós sentimos que a Retina ainda é de longe a melhor opção”, conclui.

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