(Fonte da imagem: Reprodução/The Atlantic)

Com a saída de Paul Otellini do cargo de CEO da Intel, começam a surgir histórias interessantes sobre o período em que ele ficou no comando da empresa. Durante uma entrevista concedida ao The Atlantic, o executivo afirmou que ele decidiu pessoalmente ficar de fora do projeto de construção do primeiro iPhone.

Otellini acredita que o mundo seria bastante diferente caso a companhia tivesse concordado em apoiar ativamente o smartphone. “O que você tem que lembrar é que isso foi antes do iPhone ser introduzido, e ninguém sabia o que ele ia fazer... No fim das contas, havia um chip pelo qual eles estavam interessados, pelo qual queriam pagar um preço que estava abaixo do custo que havíamos previsto”, explica o ex-CEO.

“Eu não consegui prever isso. Não era uma daquelas coisas que era possível fazer em grande volume. Vendo em retrospectiva, acontece que calculamos errado o custo e o volume produzido foi 100 vezes maior do que o imaginado por qualquer pessoa”, lembra Otellini.

Caso a Intel tivesse concordado com os termos impostos por Steve Jobs, a história como a conhecemos teria seguido um caminho bastante diferente. Atualmente, a empresa ainda enfrenta dificuldades para se estabelecer no mercado móvel com sua linha de processadores Atom, que não se mostrou capaz de atrair tantos consumidores quanto os chips baseados na arquitetura ARM.

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