O iPhone 5C acabou sendo mais barato, mas apenas para a Apple (Fonte da imagem: Reprodução/Heavy)

O anúncio do iPhone 5C acabou com as esperanças de muita gente ao ver que o preço do aparelho não era nada como o especulado por rumores e analistas de mercado. O valor máximo que se imaginava para o dispositivo era de US$ 450 sem contrato, chutando alto. No fim das contas, ele apareceu custando US$ 100 a mais que essas expectativas mais pessimistas. De fato, o telefone não foi feito para concorrer com os Androids de médio desempenho, como confirmou o CEO da Apple, Tim Cook em entrevista à Bloomberg. “Não estamos no ramo da venda de porcarias”, esclareceu.

O líder da empresa ainda comentou que o objetivo da fabricante nunca foi criar um aparelho de baixo custo, mas sim outra “ótima versão do iPhone”, que acabou custando mais barato. A pergunta que fica é: mais barato para quem? O iPhone 5C tem hardware consideravelmente semelhante ao do iPhone 5 e ainda tem materiais mais baratos na sua construção. Por conta disso, a empresa eliminou o predecessor da sua linha de produção. No fim das contas, a Maçã acaba ganhando mais dinheiro vendendo um produto que custa menos para fabricar pelo mesmo preço de antes.

Ações afundando

Com essa constatação, o mercado financeiro perdeu um pouco da sua confiança na companhia de Cook. A expectativa era alta para venda do iPhone 5C em mercados como o China, Índia principalmente o Brasil, onde os preços da Apple costumam estar nas alturas. Por conta disso, o valor das ações da Maçã sofreu uma grande desvalorização e segue sem recuperação.

Analistas de mercado ouvidos pela Bloomberg comentam que é necessário observar o estilo dos produtos da Apple. Será que eles são fabricantes de aparelhos para as massas? O analista Benedict Evans parece preocupado com a abrangência da marca dizendo que, com essa política atual de preços a Apple consegue 40% do mercado dos EUA, um terço do europeu e mais nada no resto do mundo. Isso pode se sustentar por muito tempo?

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