Entre todos os produtos lançados pela Apple, certamente o segmento em que a empresa possui uma maior supremacia sobre os seus concorrentes é o segmento de tablets, em especial no que diz respeito àqueles com tela de 10 polegadas.

O domínio do iPad faz com que a empresa da Maçã dite as regras do jogo e escolha quais novidades deseja incluir em sua nova geração de produtos. Aos poucos a concorrência começa a acordar, mas nesse mercado a ameaça ainda é tímida: o iPad ainda é o tablet a ser batido.

A quinta geração do tablet não trouxe muitas inovações, mas as melhorias apresentadas são suficientes para entregar para o consumidor um produto de altíssima qualidade. Testamos o novo iPad Air e as nossas impressões sobre o tablet são o que você confere agora.

Testes de desempenho

Para a realização desta análise, submetemos o iPad Air a dois testes de benchmark: 3D Mark e Basemark X. No primeiro deles, no teste Ice Storm Unlimited, o aparelho atingiu a marca de 14.187 pontos. Já no Basemark X foram 16.190 pontos no teste Off Screen e 13.285 pontos no teste OnScreen.

(Fonte da imagem: Tecmundo) (Fonte da imagem: Tecmundo)

Aprovado

Design de construção

O primeiro modelo de iPad que chegou ao mercado pesava 680 gramas, ou 211 gramas a mais do que o modelo atual. É difícil acreditar que ao longo dos anos foi possível aumentar a potência do tablet reduzindo o seu peso em quase 30%. O iPad Air faz jus ao nome e chega ao mercado mais leve e mais fino do que o seu antecessor.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Em relação ao iPad 4, a Apple reduziu 1,9 milímetro e quase 180 gramas. O resultado disso é um aparelho muito mais anatômico e agradável de ser manuseado. O visual segue agora o mesmo estilo adotado no primeiro modelo do iPad Mini, apresentado no ano passado.

As bordas laterais também estão menores, e segurá-lo com apenas uma das mãos agora transparece uma sensação de maior conforto. Há disponibilidade em duas cores: branca e preta. A parte traseira do produto segue com um revestimento de liga de alumínio fosco, o que evita marcas de digitais.

Desempenho

A melhor experiência que você pode ter com o iOS 7 certamente é aquela que você terá com o iPad Air. O desempenho do tablet, que agora conta com o novo processador dual-core Apple A7 de 1,3 GHz e arquitetura 64-bit, é o melhor possível, tanto para tarefas rotineiras quanto para jogos e aplicativos que requeiram uma maior capacidade de processamento. 

(Fonte da imagem: Tecmundo)

A transição entre apps é suave e você pode optar por desabilitar um pequeno efeito de transição na troca de janelas e abertura de apps. A execução de vídeos em Full HD, via YouTube ou Netflix, é outra experiência bastante agradável de ser vivenciada com o iPad Air.

Se em termos de núcleos de processamento pode parecer pouco que o A7 seja “apenas” um dual-core, na prática não há nenhum tipo de travamento ou deficiência por conta disso. Talvez, um pouco mais de memória RAM poderia deixá-lo ainda mais veloz, mas esse seria apenas mais um luxo para o aparelho, ao menos nesta geração.

Tela

A densidade de pixels do iPad Air, de 264 ppi, não é das maiores entre os tablets. Entretanto, na prática, é muito difícil para o consumidor em geral perceber tanta diferença ou se sentir incomodado com variações de ppi acima de 250 pontos por polegada.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

No caso do iPad Air, a resolução de tela de 2048x1536 pixels com a tecnologia Retina Display contribui e muito para que a qualidade gráfica dos apps seja transmitida com um brilho e intensidade de cores de encher os olhos. Seja para games, para exibição de filmes ou para a leitura, a tela do iPad Air se mostra praticamente perfeita, sem maiores ressalvas.

Bateria

Pode parecer estranho, mas numericamente a Apple reduziu a bateria do iPad Air para 8.820 mAh, contra os 11.560 mAh do modelo de quarta geração. Entretanto, houve mudança na arquitetura do processador e a empresa liberou o iOS 7, que permite um gerenciamento mais eficiente do consumo de energia.

Por conta disso, temos mais uma vez a curiosa situação em que menos bateria representa mais eficiência ou, para ser mais preciso, eficiência similar. Assim como na quarta geração, o tablet mantém a mesma autonomia de energia, chegando a até  10 horas de uso contínuo com o 3G, o que não é pouco.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Durante nossos testes, com uso moderado do aparelho, não foi preciso recarregar a bateria do tablet por até três dias. Já com o uso mais intenso, com brilho no máximo, Bluetooth ativado e executando vídeos em Full HD, o tempo de uso cai para pouco mais de quatro horas, valor um pouco acima da média dos seus concorrentes.

Suíte de aplicativos gratuitos

Aqueles que comprarem um iPad Air terão pelo menos seis aplicativos gratuitos de peso para desfrutar do seu novo aparelho: o pacote iWork, que inclui os apps Pages, Numbers e Keynote, e o pacote iLife, que inclui os apps iPhoto, iMovie e Garage Band.

Sem dúvida, a lista de softwares inclui alguns dos apps de maior qualidade disponíveis na App Store, e tê-los de imediato à disposição acaba se constituindo em um diferencial e tanto em relação aos produtos oferecidos pelos concorrentes.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Versão de 128 GB

Para esta geração, a Apple decidiu introduzir no mercado um modelo com 128 GB de espaço de armazenamento. A capacidade é o dobro do máximo que existia antes. Tradicionalmente a empresa não inclui compatibilidade com cartões de memória em seus produtos, mas, ainda assim, o pacote “fechado” de 128 GB deve abrir uma nova tendência.

Tenha certeza de que as próximas gerações de tablets de outras fabricantes não vão demorar para adotar versões com essa capacidade, independente ou não da compatibilidade com cartão micro SD. Contudo, ao menos por enquanto, os 128 GB se mostram mais do que suficientes para o consumidor.

Câmera traseira

Em um tablet, a câmera traseira não é um item tão essencial quanto em um smartphone. Entretanto, isso não significa que ela possa ser deixada de lado. No iPad Air, com 5 megapixels, é possível afirmar que ela está no limite do aceitável.

Foto tirada com o iPad Air (Fonte da imagem: Tecmundo)

As imagens capturadas têm qualidade suficiente para serem utilizadas informalmente. Porém, o resultado fica abaixo do esperado se comparamos a câmera com a dos principais smartphones do mercado.

Qualidade de áudio

A qualidade de áudio do iPad Air permanece praticamente a mesma dos modelos de gerações anteriores. Assim como o iPad 4, o Air não conta com fones de ouvido acompanhando o produto. A principal novidade nesse quesito é um novo microfone de dois canais, que melhora a qualidade de captura do áudio para gravações e videoconferências.

Reprovado

Câmera frontal

Em tablets, o uso da câmera frontal é mais comum até mesmo do que o uso da câmera traseira. Os recursos de videoconferência são uma atração à parte em dispositivos como esse, mas, em quase todos os aparelhos, a câmera frontal infelizmente ainda não tem o tratamento adequado.

A resolução de 1,2 megapixel da câmera frontal do iPad Air está no mesmo patamar dos seus concorrentes – o que não significa que a qualidade seja suficiente. Como líder no segmento, trazer novidades para esse recurso certamente seria algo muito bem-vindo, mas infelizmente não foi dessa vez.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

Faltou o touch ID

Quando o iPhone 5S chegou ao mercado incorporando o Touch ID, muita gente imaginou que não demoraria muito até ele marcar presença no próximo iPad. Entretanto, para a decepção dos consumidores, o botão com sensor de digitais não apareceu no iPad Air.

Embora a empresa não confirme, a explicação para a não inclusão do recurso no produto pode ser facilmente compreendida do ponto de vista de mercado. Tecnologia para colocá-lo no tablet não falta, mas a cômoda dianteira que a empresa tem perante os seus concorrentes faz com que ela possa se acomodar e ditar o ritmo das inovações.

Tenha certeza de que na próxima geração o recurso deve aparecer como novidade, apenas por uma questão de oportunidade para o lançamento e nada mais. Entretanto, para o consumidor, não há como negar uma pontinha de decepção por não poder ter acesso à funcionalidade.

Vale a pena?

Primeiro tablet a chegar ao mercado, o iPad praticamente inaugurou o segmento e por conta disso conquistou naturalmente a liderança no mercado. Cinco gerações depois, o cenário na categoria de tablets de 10 polegadas não mudou muito, embora os concorrentes tenham evoluído mais do que a Apple nesse cenário.

Porém, é inegável notar a evolução do iPad Air em relação à geração anterior. Mais leve, mais fino, mais rápido e com qualidade gráfica superior, é possível afirmar que o tablet é hoje o produto mais completo da empresa. Ideal para jogos, vídeos e execução de apps tradicionais, o aparelho se destaca em vários quesitos.

Além dos aspectos anatômicos, em que ele está ainda melhor, a qualidade de imagem exibida na tela e a duração de bateria, que mesmo menor garante a mesma durabilidade, são os principais destaques. A versão de 128 GB é outra novidade que, certamente, deve pintar também nas próximas gerações de tablets de outros fabricantes.

Ainda sem preço no Brasil, nos EUA a versão mais simples pode ser encontrada por US$ 499 (o equivalente a R$ 1.137, sem impostos). O valor é um pouco acima da média dos demais tablets de 10 polegadas. Ainda não há data de lançamento prevista no Brasil, mas é provável que ele chegue por aqui ainda em 2013.

Se levarmos em consideração o valor norte-americano do produto, certamente o iPad Air vale o investimento. Resta aguardar para ver se no mercado brasileiro a relação custo-benefício também valerá a pena. Porém, infelizmente, não estamos otimistas quanto a isso.

O iPad Air foi adquirido pelo Tecmundo para a realização desta análise.

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