(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

De acordo com testes de referência realizados pelo site Primate Labs, a Apple parece ter mesmo acertado a mão no seu novo iPad Air, pelo menos no que se refere ao desempenho. Os benchmarks revelaram que o novo aparato é 80% mais rápido do que o seu antecessor — chegando bem perto da promessa da Maçã de “dobrar a capacidade do iPad 4”.

Os testes foram conduzidos com o Geekbench 3, programa para testes de processamento que se baseia em operações cotidianas — cujo resultado, em teoria, reflete a experiência com programas comumente utilizados pelo usuário típico.

A7 rodando a 1,4 GHz

Há diversos diferenciais que podem justificar o ganho substancial de velocidade, embora o elemento principal certamente seja o novo processador A7. Embora se trate do mesmo SoC (system on a chip) que puxa as cordas no iPhone 5S, a Primate Labs afirmou que, no tablet, a velocidade chega a 1,4 GHz — um ganho de 100 MHz em relação ao smartphone, portanto.

De acordo com o site, o processamento extra pode ser explicado tanto pela bateria mais “parruda” do aparelho (que, é claro, oferece mais energia) quanto pelo chassi maior (que ofereceria uma melhor refrigeração) — embora, como sempre, o mais provável é que se trate de uma combinação dos fatores envolvidos.

(Fonte da imagem: Reprodução/Primate Labs)

O aumento de desempenho é realmente digno de nota — e também um tanto atípico no caso da Maçã. “Com as atualizações mais recentes do Mac mostrando apenas ganhos modestos de performance, é empolgante ver aparelhos iOS fazendo o oposto, com melhorias substanciais entre gerações”, afirmou o fundador do Primate Labs, John Poole. “Eu me pergunto até onde a Apple conseguirá manter isso.”

Poole acredita que o A7 apresentará uma frequência semelhante também na segunda geração do iPad mini.

Cinco vezes mais rápido do que o iPad 2

Os testes levaram também a uma conclusão ainda mais impressionante: o iPad Air é cinco vezes mais rápido do que o iPad 2. Naturalmente, isso faz questionar a decisão da Apple de manter a segunda geração do aparelho até hoje nas prateleiras — considerando-se que se trata de uma diferença de menos de US$ 100 entre o aparelho e o preço inicial do novo gadget.

(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

Enfim, com semelhantes resultados, não é de se surpreender com o fato de a Intel ter recentemente anunciado que se juntará às novas apostas na arquitetura ARM. A companhia trabalha atualmente no seu próprio processador de 64 bits, com um diferencial digno de nota: trata-se de um chip quad-core — diferentemente do A7, que possui apenas dois núcleos. Vale lembrar que o último ARM lançado pela Intel apareceu em 2007.

De qualquer forma, o iPad Air deve dar as caras — com seus 80% de ganho de desempenho — na próxima sexta-feira, dia 1º de novembro. Aguarde uma análise completa do Tecmundo.

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