David Wirth, conhecido também como Xtamared, não é do tipo que usa uma impressora 3D para criar pecinhas pequenas e projetos modestos: o cara resolveu montar um canhão elétrico – uma railgun, para os mais íntimos – de mão, totalmente funcional, no melhor estilo de jogos como Quake e Doom.

A engenhoca, extremamente bem elaborada, conta com seis capacitores que, juntos, pesam 9 quilos e geram mais de 1.800 joules de energia a cada disparo. Caso você não faça ideia do que isso significa, aqui vão outros números: a arma é capaz de lançar projéteis de alumínio, cobre, carbono (especificamente grafite) e até mesmo plasma/teflon a uma velocidade de mais de 900 km/h.

Apesar do número impressionar, ele não é o suficiente para fazer muito estrago: em testes conduzidos por David, o tiro com alumínio penetrou muito pouco o alvo feito de madeira prensada utilizado nos testes, enquanto o de carbono simplesmente evaporou.

O tiro utilizando um projétil de carbono (grafite) não deu certo, já que o elemento evaporou

O funcionamento da railgun é tão complexo quanto o esquema de montagem que Wirth elaborou utilizando um software para projetos em 3D, utilizado para a impressão das peças da estrutura.

Basicamente, são dois eletrodos montados paralelamente que formam um campo magnético utilizado para impulsionar o projétil – com inúmeras forças combinadas, entre correntes e cargas. Para levar os projéteis até esses trilhos condutores, é utilizado um compressor de CO2 igual aos que existem em armas de paintball.

O sistema todo é alimentado por uma bateria LiPo de 120 V com um transformador que amplifica a voltagem para 1.550 V. Para controlar todas as voltagens, níveis de carga e temperatura, David usou um módulo Arduino Uno R3.

Para ver todo o trabalho de construção e os minuciosos detalhes do projeto, basta conferir a galeria postada por Xtamared.

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