O padre jesuíta Antonio Spadaro publicou um texto na revista La Civiltà Cattolica elogiando os hackers, as wikis e os softwares de código aberto. Na publicação, o clérigo diz que as pessoas que trabalham em codificações, aperfeiçoamento de hardware e compartilhamento de conhecimento estão em uma missão divina.

Spadaro explica que não podemos confundir hackers com crackers. "Hackers constroem coisas, crackers quebram-nas", comentou o autor ao relacionar a cultura e ética hacker com os ensinamentos do cristianismo.

Para o jesuíta, a filosofia hacker é descontraída, porém comprometida, estimula a criatividade e se opõe aos modelos de controle, concorrência e propriedade privada. “A mentalidade hacker implica utilização divertida da inteligência para solucionar problemas, rejeitando o conceito de trabalho repetitivo, pesado e estúpido”, escreveu Antonio Spadaro.

O modelo de compartilhamento de conhecimento impulsionado pela Wikipédia foi outro tema muito abordado pelo clérigo. Segundo ele, esse é um exemplo de rede intelectual que foi capaz de transformar a própria ideia de produção cultural.

"Para criar a maior enciclopédia colaborativa da internet, estima-se que foram gastas cerca de 100 milhões de horas de trabalho intelectual, que é o equivalente ao tempo que os cidadãos dos EUA passam vendo publicidade na TV em um único fim de semana", comentou o padre jesuíta.

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