(Fonte da imagem: Centro Japonês de Tecnologia de Segurança Nuclear)

O time responsável pela resolução dos problemas que a afetam a usina nuclear de Fukushima ganhou um reforço na última sexta-feira (18 de março). Batizada como Monirobo, a máquina foi desenvolvida para operar em ambientes com níveis de radioatividade altos demais para humanos poderem trabalhar com segurança.

Com 1,50 metro de altura e 590 quilos, o robô possui esteiras de tanques no lugar de rodas, o que permite navegar facilmente por escombros. Um braço mecânico atua na remoção de obstáculos, além de permitir a coleta de amostras para testes posteriores.

O Monirobo possui sensores que captam níveis de radiação, umidade e temperatura. Além disso, uma câmera envia imagens tridimensionais para o operador, que pode estar em distâncias de até 1,2 quilômetro – valor muito menor que os 70 quilômetros recomendados pelo governo dos Estados Unidos.

(Fonte da imagem: Centro Japonês de Tecnologia de Segurança Nuclear)

Para proteger os equipamentos internos, facilmente afetados pela radiação, o robô é equipado com placas de proteção pesadas, que limitam sua velocidade a 2,4 Km/h. O modelo empregado atualmente possui coloração vermelha – outro, amarelado, vem equipado com detectores de gases explosivos e deve ser usado na usina nuclear nos próximos dias.

As máquinas foram desenvolvidas pelo Centro Japonês de Tecnologia de Segurança Nuclear, junto ao Ministério da Econômia, Comércio e Indústria após um grave acidente na usina nuclear de Tokaimura, em 1999. Na ocasião, dois empregados morreram após serem expostos diretamente à radiação do núcleo de um reator.

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