Milhares de húngaros foram às ruas da capital de seu país, Budapest, para protestar contra a implantação de um novo imposto. Empresas provedoras de internet na Hungria teriam que pagar ao governo cerca de R$ 1,50 a cada gigabyte transferido. Sem dúvida, esses custos recairiam sob os clientes. Em face ao descontentamento popular, o primeiro ministro Viktor Orban anunciou que a medida será adiada e rediscutida em 2015.

Orban fez o anúncio da desistência do governo em cobrar o imposto pela rádio estatal húngara e disse que “esse imposto em sua forma atual não pode ser introduzido. Se o povo não apenas tem desgosto por uma medida, mas também a considera não razoável, então ela não deve ser implementada”.

Com essa vitória das ruas, a forma de cobrar imposto sobre as atividades na internet será reestudada e o governo deve ouvir conselhos populares antes de discutir novamente o assunto. Ainda não há uma expectativa de como isso poderia acontecer, entretanto.

O primeiro ministro da Hungria tem sido acusado pela comunidade europeia de tentar forçar a aprovação de medidas impopulares como essa há um bom tempo, sendo classificado até como um tanto totalitário. Muitos até consideram que ele está sendo influenciado pelo controverso papel de Vladmir Putin, na Rússia.

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