Uma pesquisa recente, conduzida pelo Pew Reasearch Center, alega que 83% dos 1.600 especialistas envolvidos acreditam que uma categoria batizada de “Internet of Things” (Internet das Coisas, em uma tradução livre) se tornará uma tendência geral no nosso cotidiano até 2025. Para aqueles que desconhecem o conceito, ele implica que todos os aparelhos, objetos e sistemas estarão conectados à internet e uns aos outros no futuro.

O resultado da pesquisa é um pouco surpreendente, já que ter tudo conectado é uma tendência que está sendo anunciada há muitos anos, e pode parecer estranho que esses produtos só se tornem uma unanimidade no distante ano de 2025. Isso parece implicar que esta mudança será muita mais lenta do que todos esperavam.

“Muitos especialistas dizem que a ascensão da computação embutida ou vestível vai trazer a próxima revolução em tecnologia digital. Eles dizem que o lado positivo é um aprimoramento da saúde, da conveniência, da produtividade e da segurança, bem como muito mais informação útil para as pessoas e as organizações. O lado negativo são os desafios à privacidade, expectativas muito altas que podem ser frustradas e a complexidade tecnológica que acaba por atrapalhar nosso cotidiano”, disse Janna Anderson, diretora do Imagining the Internet Center na Universidade de Elon, uma das responsáveis pela pesquisa.

O que será transformado?

As primeiras coisas que tem dado voga a este conceito são acessórios como celulares, relógios ou medidores de condicionamento físico, mas outras áreas, como os aparelhos domésticos, têm rapidamente avançado nesse campo: com regadores automáticos e termóstatos que podem ser operados de maneira remota. Certamente já existem inovações nesse sentido, como a geladeira da Samsung que pode tweetar e tocar música diretamente da internet, mas esses produtos ainda são uma minoria no mercado.

O principal empecilho para a completa conexão são os diferentes sistemas fechados: normalmente aparelhos da Samsung só se comunicam com outros aparelhos da mesma marca e vice-versa. Para alcançarmos um mundo com objetos verdadeiramente integrados, será necessário que essas empresas cessem esse investimento em plataformas proprietárias e se disponham a colaborar umas com as outras.

O segundo problema são os perigos que concernem a perda da privacidade. “As realidades deste mundo repleto de dados levantam preocupações substanciais sobre nossas identidades e a capacidade das pessoas de controlarem suas próprias vidas”, diz o texto da pesquisa. “Se as atividades diárias são monitoradas e as pessoas estão gerando o tempo todo plataformas de informação, o nível de profiling e monitoramento vai aumentar, o que pode gerar diversos conflitos sociais, econômicos e políticos”.

Resultados

A “internet das coisas” tem potencial para afetar muitas outras áreas, como apps para usuários que ajudem a melhorar o transporte, os níveis de poluição, os problemas de infraestrutura urbana, entre outros aspectos. As indústrias podem otimizar os seus processos de entrega ou todas as etapas da produção colocando chips em seus produtos e muito mais.

Um perigo para essa nova revolução é perder de vista as relações humanas e substituí-las pela relação entre interface e usuário, o que parece já nos afetar com a popularização das redes sociais. Segundo a pesquisa, a maioria dos especialistas não acredita que as relações humanas devem se basear primariamente em tecnologia e que isso pode nos afetar de maneira que ainda não compreendemos bem. 

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