Reynaldo Simões Rossi, comandante que foi agredido por manifestantes. (Fonte da imagem: Reprodução/Zerohora)

Neste ano, o Brasil tem contado com um número relativamente grande de manifestações públicas que acabam reunindo uma quantidade considerável de pessoas, as quais têm diferentes objetivos. No entanto, nem todas essas reclamações acontecem de maneira pacífica, resultando em problemas com a polícia.

A questão é que diversos jovens manifestam seu descontentamento de maneira extrema, de modo que depredação e outros tipos de agressão são cometidos. Em resposta, a polícia brasileira também se utiliza da força — e toda essa confusão faz com que pessoas dos dois lados sejam feridas e outras presas.

Trabalho prévio e online

Em uma tentativa de impedir que confrontos desnecessários aconteçam e de identificar o pessoal definido como vândalo pelas autoridades, a Polícia Militar de São Paulo começou a utilizar a internet. A intenção é a de identificar os protestos antes que eles aconteçam e entrar em contato com os organizadores.

Monitorando diferentes redes sociais, as autoridades são capazes de se comunicar com os manifestantes e combinar uma aproximação maior com os oficiais destacados para manter a ordem na situação em questão. E, de acordo com o que foi divulgado, os primeiros testes já resultaram em acontecimentos positivos — a “Marcha da Defesa Animal”, por exemplo, ocorreu sem confrontos.

Por conta de tudo isso, a polícia consegue identificar com maior facilidade quem está agindo de maneira extrema e separá-los de grupos considerados pacíficos. Assim, o confronto com Black Blocs e outros grupos deve acontecer de maneira isolada, sem atingir o restante dos manifestantes.

Questão de direitos e deveres

Policial agindo diante de uma manifestação. (Fonte da imagem: Reprodução/RedeDemocrática)

A iniciativa é conduzida pelo Comando de Área Centro, sendo que o comandante desta divisão, Reynaldo Simões Rossi, foi agredido por manifestantes que utilizavam máscaras. O porta-voz da Comunicação da PM, Mauro Lopes, afirmou que a corporação vai dar uma “resposta muito forte a esses bandos de criminosos”.

Por meio dessa investigação prévia, por assim dizer, a Polícia Militar consegue garantir que o direito de manifestação realmente aconteça, assim como preservar a ordem. Com isso, eles pretendem que a segurança da maioria realmente aconteça através do destacamento correto de força-tarefa — e quem agir com excesso vai responder da maneira justa, como alegou a polícia.

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