Logo TecMundo
Internet

Suspeita de torturar animais e vender os vídeos na internet é presa em SP

Identificada por marcas no corpo e tatuagens, empresária gravava e comercializava sessões de maus tratos. Defesa decidiu não comentar o caso.

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule28/05/2026, às 19:30

Uma empresária moradora do centro de São Paulo foi presa pela Polícia Civil nesta quinta-feira (28). Ela é acusada de torturar e matar animais de pequeno porte, gravar vídeos dessas sessões de maus tratos e vendê-los na internet.

A suspeita é Daiana Schuinsekel de Almeida, que foi detida em casa. Ao ser abordada pelos policiais, como mostra o vídeo obtido pelo g1, ela comenta em voz baixa que o material é "muito antigo" e, depois, que não se reconhece nos clipes. Em nota, a advogada que assumiu o caso diz que "irá se inteirar dos fatos" antes de emitir uma nota à imprensa.

smart_display

Nossos vídeos em destaque

O crime contra animais em site “tipo Discord”

De acordo com os investigadores, Daiana seria responsável por vídeos de violência contra animais, como pintinhos, coelhos e gatos, que eram feridos ou até mortos usando as mãos e os pés.

  • Além da gravação, a suspeita comercializava o material em plataformas "semelhantes ao Discord", que não foram nomeadas pelos agentes. O mensageiro já foi e segue sendo bastante utilizado para a divulgação de materiais desse tipo;
  • O público para esse tipo de crime estaria principalmente na Europa e pagava entre 20 a 50 euros pelos vídeos;
  • A responsável pela denúncia foi uma ONG da Bulgária, que teria enviado as evidências para a Polícia Federal. A suspeita foi identificada por tatuagem e marcas nas pernas;
  • Os agentes suspeitam que a acusada mantinha um segundo imóvel, talvez nas regiões de Guarujá ou Guarulhos, onde os animais seriam mantidos;
  • Como prova adicional dos crimes, sapatos usados por Daiana foram apreendidos e devem ser analisados, já que eles batem com modelos vistos nos vídeos de tortura;

Agentes do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) investigam o caso, que deve ser enquadrado como maus-tratos, zoosadismo e comercialização de vídeos de violência.

O TecMundo tem uma seção dedicada apenas a conteúdos de cibersegurança e proteção digital. Acesse e mantenha-se informado sobre o tema.

star

Continue por aqui