Um episódio que voltou a circular nas redes sociais durante a temporada de Jogos Olímpicos de Inverno 2026 aconteceu em dezembro de 2015, na etapa de slalom da Copa do Mundo de Esqui Alpino em Madonna di Campiglio, na Itália.
Na ocasião, o austríaco Marcel Hirscher, então com 26 anos e um dos principais nomes da modalidade, quase foi atingido por um drone de filmagem que despencou na pista segundos após sua passagem. O caso foi reportado internacionalmente no dia seguinte, em 23 de dezembro de 2015, e gerou reação imediata da Federação Internacional de Esqui (FIS).
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O equipamento, operado por controle remoto e equipado com câmera para transmissão aérea, caiu a poucos centímetros do atleta durante sua segunda descida.
Imagens mostram o drone se chocando contra a neve e se fragmentando, com peças se espalhando pela pista. Hirscher escapou por questão de centímetros. Em entrevistas após a prova, classificou o incidente como inaceitável e alertou para o risco real de lesão grave.
Drone era novidade em 2015
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O uso de drones em eventos esportivos vinha crescendo à época como forma de oferecer ângulos inéditos e melhorar a experiência do público. Em países como Itália, a legislação permitia voos sobre multidões em determinadas circunstâncias, o que abriu espaço para experimentações em transmissões ao vivo. O problema é que, quando falhas técnicas acontecem em ambientes de alta velocidade, o impacto pode ser imediato e perigoso.
Após o incidente, a FIS divulgou comunicado classificando o caso como um acidente lamentável e afirmou que trabalharia com a emissora responsável e com os parceiros técnicos para entender o que causou a queda. A entidade também reforçou que situações como aquela não poderiam se repetir, priorizando a segurança dos atletas acima de qualquer ganho visual para o público.
Novas regras para drones
O episódio teve consequências práticas. A FIS decidiu restringir e, por um período, proibir o uso de drones em suas competições oficiais. Com o avanço dos sistemas de estabilização, redundância de sinal e protocolos de segurança aérea, os drones voltaram gradualmente às competições nos anos seguintes, mas sob regras muito mais rígidas.
O caso de 2015 se tornou referência sempre que se discute o equilíbrio entre inovação tecnológica e segurança operacional em grandes eventos esportivos.
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