Em Leeds, na Inglaterra, o empresário Lee Beaumont decidiu reagir de forma pouco convencional ao excesso de ligações de telemarketing que recebia em casa. Em novembro de 2011, ele criou um número telefônico premium, que cobra uma taxa por minuto de quem liga, e passou a usá-lo como contato em cadastros comerciais. O resultado começou a aparecer rapidamente.
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Cada ligação para o número custa cerca de 10 pence por minuto, dos quais Beaumont fica com a maior parte. Em entrevista concedida em 2013 à BBC Radio 4, ele contou que o sistema já havia rendido aproximadamente 300 libras, além de reduzir significativamente o volume de chamadas indesejadas que recebia mensalmente.
Trabalhando em casa, Beaumont percebeu que poderia aumentar o retorno mantendo os atendentes em linha por mais tempo, pedindo detalhes sobre serviços e propostas. Com o tempo, a estratégia mudou sua relação com o telemarketing, passando da irritação para uma abordagem quase estratégica.
O regulador britânico de números premium alertou que esse tipo de prática não é recomendado e pode gerar problemas legais, já que envolve regras rígidas de transparência e proteção ao consumidor. Ainda assim, o caso ilustra como criatividade e tecnologia podem virar ferramentas de defesa contra práticas invasivas do cotidiano digital.
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