O Google removeu o resumo gerado por inteligência artificial de determinadas pesquisas após a publicação de uma investigação do The Guardian, que apontou falhas graves nas respostas entregues pela ferramenta. Segundo o jornal britânico, a IA exibiu informações incorretas e potencialmente enganosas, especialmente em temas sensíveis como saúde.
Um dos exemplos citados envolve a pergunta “Quais os valores de referência normais para exames de sangue relacionados ao fígado?”. De acordo com a apuração, o resumo apresentado pela IA não considerava fatores essenciais, como sexo e idade, o que compromete a precisão da informação e pode induzir o usuário ao erro.
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Após a reportagem, publicada em 2 de janeiro, o The Guardian observou que algumas das buscas denunciadas deixaram de exibir a chamada “Visão Geral criada por IA”. Ainda assim, variações dessas pesquisas continuam apresentando resumos gerados por modelos de linguagem.
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Em testes feitos pelo TecMundo, a busca “quais são os valores normais para exames de sangue relacionados ao fígado?” ainda exibe normalmente a Visão Geral criada por IA. No caso da pesquisa em português, o resumo diferencia os valores por gênero e ressalta que os resultados podem variar conforme o laboratório responsável pelo exame.
Caso foi revisado pelo Google
Ao The Guardian, um porta-voz do Google afirmou que a empresa não comenta mudanças em pesquisas específicas, mas destacou que trabalha continuamente em melhorias gerais do sistema. Segundo o executivo, um time interno de clínicos revisou os casos apontados e confirmou que respostas incorretas apareciam em múltiplas situações.
A Visão Geral criada por IA é o recurso do Google que gera resumos automáticos para determinadas pesquisas, com base em grandes modelos de linguagem. A funcionalidade chegou ao Brasil em agosto de 2024 e desde então tem sido alvo de debates sobre confiabilidade e precisão.
Por serem suscetíveis a erros, os grandes modelos de linguagem não devem ser tratados como fontes definitivas de informação. O caso denunciado pelo The Guardian reforça esse alerta, especialmente quando o assunto envolve saúde, área em que informações imprecisas podem representar riscos reais aos usuários.
Esse cuidado, no entanto, não se limita à Visão Geral criada por IA: ferramentas de IA generativa, de modo geral, não são infalíveis. Para obter informações corretas e contextualizadas, o caminho mais seguro continua sendo a consulta a conteúdos produzidos por especialistas ou a profissionais qualificados.
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