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Tráfico de restos mortais humanos em redes sociais levanta alerta

Crânios e ossos, que são vendidos em plataformas como o Instagram, mostram sinais de prática macabra de violação.

Avatar do(a) autor(a): Amanda Fleure

schedule26/08/2025, às 20:00

updateAtualizado em 05/03/2026, às 08:15

O comércio de restos mortais humanos em redes sociais cresce e levanta sérias preocupações sobre a origem desses itens e o risco de violação de sepulturas.

Relatos da mídia e análises de especialistas forenses, via The Guardian, indicam que crânios e ossos são vendidos em redes como o Instagram. Ainda, que mostram sinais de terem sido desenterrados recentemente e trazem vestígios de terra e tecidos humanos.

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Especialistas apontam que a causa do problema está em falhas na legislação de alguns países. No Reino Unido, por exemplo, a lei sobre tecidos humanos (Human Tissue Act 2004) tem brechas que permitem a venda de restos mortais, apesar de ser rigorosa em seu uso para fins médicos. Essa lacuna legal facilita o comércio sem regulamentação e sem a devida documentação de proveniência, que comprovaria a origem legal do material.

A prática não preocupa apenas ativistas e legisladores, mas também comerciantes de antiguidades e colecionadores sérios. Muitos deles expressam receio de que o mercado esteja sendo contaminado por peças roubadas de cemitérios, tornando o negócio cada vez mais obscuro. O problema não é recente e já foi denunciado em 2022 por outras investigações, que apontaram Instagram e Facebook como centros de negociação de restos mortais, de ossos a fetos e outras partes do corpo.

Debate na comunidade científica

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O tráfico de restos mortais tem sido um problema documentado, com pesquisadores observando a venda de material em páginas dedicadas e em grupos privados. A ciência médica também reconhece a situação, com estudos que detalham a venda de espécimes humanos online. A busca por esses itens, seja para rituais religiosos, estudos ou colecionismo, tem levado pessoas a adquirirem os materiais por meios ilícitos, incentivando a prática criminosa.

O tema levanta uma discussão sobre a ética e a regulamentação do comércio de objetos macabros. Sem uma fiscalização adequada e leis mais claras, as redes sociais se tornam um ambiente propício para a negociação de produtos de origem duvidosa, com o risco de incitar crimes como a violação de sepulturas. A falta de controle sobre a proveniência desses itens torna o comércio ainda mais perigoso e inaceitável.

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Perguntas Frequentes

O que está acontecendo com o comércio de restos mortais humanos nas redes sociais?
O comércio de restos mortais humanos, como crânios e ossos, está crescendo em redes sociais como o Instagram. Esses itens mostram sinais de terem sido desenterrados recentemente, levantando preocupações sobre a violação de sepulturas.
Quais são as preocupações legais em torno desse comércio?
Especialistas apontam que falhas na legislação de alguns países, como o Reino Unido, onde a lei sobre tecidos humanos (Human Tissue Act 2004) possui brechas, permitem a venda de restos mortais sem regulamentação adequada. Isso facilita o comércio sem a devida documentação de proveniência.
Quem mais está preocupado com essa prática além dos legisladores?
Além de ativistas e legisladores, comerciantes de antiguidades e colecionadores sérios também estão preocupados. Eles temem que o mercado esteja sendo contaminado por peças roubadas de cemitérios, tornando o negócio mais obscuro.
Quais plataformas são mencionadas como centros desse comércio?
Instagram e Facebook são mencionados como plataformas onde o comércio de restos mortais humanos tem sido denunciado, com investigações apontando essas redes como centros dessa prática.
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