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Adultização: Governo e Congresso querem aprovar leis para punir exposição de menores na internet

Após vídeo viral do influenciador Felca, Governo e Congresso buscam pautas para criminalizar quem explora a imagens de crianças e adolescentes na rede.

Avatar do(a) autor(a): Carlos Palmeira

schedule12/08/2025, às 13:00

updateAtualizado em 14/08/2025, às 18:39

Governo Federal e Congresso Nacional estão pensando em projetos que punam a exposição de menores nas redes sociais. O assunto viralizou no final da semana passada após publicação do vídeo “Adultização”, do influenciador Felipe Bressanim Pereira, o Felca.

Na produção, Felca denuncia como crianças e adolescentes são expostos na internet em troca de monetização. Ele citou, por exemplo, o produtor de conteúdo Hytalo Santos, que produz uma espécie de reality show em que menores de idade aparecem se beijando e dançando músicas com teor sexual.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/PB), está discutindo com líderes partidários quais projetos podem avançar na Casa para combater a prática de exploração infantil.

“O vídeo do Felca sobre a ‘adultização’ das crianças chocou e mobilizou milhões de brasileiros. Esse é um tema urgente, que toca no coração da nossa sociedade. Na Câmara, há uma série de projetos importantes sobre o assunto. Nesta semana, vamos pautar e enfrentar essa discussão. Obrigado, Felca. Conte com a Câmara para avançar na defesa das crianças”, publicou o deputado em suas redes sociais.

A reunião com correligionários será realizada ainda nesta terça-feira (12). Falando à GloboNews, o presidente da Câmara explicou que vai fazer um levantamento dos projetos apresentados que tange o assunto da proteção digital de crianças e adolescentes.

Segundo ele, os projetos mais atualizados serão escolhidos e levados à votação em breve.

Governo propõe regulação das redes

O Governo Federal também acompanha o assunto e se mexe para apresentar ideias. Nesta terça-feira, Rui Costa, ministro da Casa Civil, comentou que o governo Lula enviará ao Congresso já nos próximos dias um projeto de lei para regular as redes sociais.

De acordo com o ministro, o objetivo é propor normas para responsabilizar as plataformas digitais quando houver disseminação de conteúdo criminoso.

“Essas empresas ganham muito dinheiro às custas da saúde mental e física de crianças, adolescentes e mulheres. Não podem ganhar dinheiro facilitando o crime”, argumentou em entrevista à rádio Alvorada FM, da Bahia.

Costa acrescentou que as redes sociais “não querem ser fiscalizadas” porque “ganham muito dinheiro patrocinando, estimulando e viabilizando crimes”.

As denúncias de Felca

No vídeo intitulado “Adultização”, Felca mostra o fenômeno da exposição de menores de idade na internet e a troca de likes por dinheiro. Além das acusações contra Hytalo, o influenciador mostra na prática como os algoritmos podem ser treinados para exibir conteúdos sugestivos de crianças.

Felca criou um perfil do zero e após poucas curtidas, a linha do tempo já estava cheia de publicações de vídeos e imagens de crianças. Em alguns casos, os pequenos eram exibidos com pouca roupa ou fazendo poses sensuais, por exemplo.

A denúncia do criador de conteúdo ainda mostrou como agem os predadores sexuais. Eles aparecem nos comentários das publicações de crianças e chegam a indicar links de canais do Telegram onde são realizadas trocas de materiais de abuso infantil.

O TecMundo também já abordou essa temática dos predadores sexuais no documentário Realidade Violada 3. Assista, abaixo, o programa desse importante tema:

 

 

 

Perguntas Frequentes

O que motivou o debate sobre a exposição de menores na internet?
O debate ganhou força após a publicação do vídeo “Adultização”, do influenciador Felca, que denunciou a exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais em troca de monetização. O conteúdo viralizou e mobilizou milhões de brasileiros, levando o Governo Federal e o Congresso Nacional a discutirem medidas legais sobre o tema.
O que é “adultização” de crianças nas redes sociais?
“Adultização” refere-se à prática de expor crianças e adolescentes em contextos que simulam comportamentos adultos, muitas vezes com conotação sexual. No vídeo de Felca, são mostrados exemplos de menores dançando músicas sensuais ou se beijando, frequentemente em busca de curtidas e ganhos financeiros.
Quais medidas estão sendo discutidas pelo Congresso Nacional?
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que está reunindo líderes partidários para identificar e pautar projetos que tratem da proteção digital de crianças e adolescentes. A intenção é selecionar os projetos mais atualizados e levá-los à votação em breve.
Qual é a proposta do Governo Federal em relação às redes sociais?
O Governo Federal, por meio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, anunciou que enviará ao Congresso um projeto de lei para regular as redes sociais. O objetivo é responsabilizar as plataformas digitais pela disseminação de conteúdos criminosos, especialmente aqueles que afetam crianças, adolescentes e mulheres.
Como os algoritmos das redes sociais contribuem para a exposição de menores?
Segundo Felca, os algoritmos podem ser treinados para exibir conteúdos sugestivos envolvendo crianças. Em seu experimento, após poucas interações, o perfil criado já recebia recomendações de vídeos com menores em poses sensuais ou com pouca roupa, o que evidencia a vulnerabilidade do sistema.
Quem são os principais alvos das denúncias feitas por Felca?
Felca citou diretamente o produtor de conteúdo Hytalo Santos, que mantinha um tipo de reality show com menores de idade em situações inapropriadas. Além disso, o influenciador expôs como predadores sexuais atuam nos comentários desses conteúdos e compartilham links para canais no Telegram com material de abuso infantil.
As plataformas digitais podem ser responsabilizadas por conteúdos ilegais?
Sim, essa é uma das propostas do Governo Federal. O ministro Rui Costa defende que as empresas que operam redes sociais devem ser responsabilizadas quando facilitam ou lucram com a disseminação de conteúdos criminosos, como os que envolvem a exploração de menores.
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