Conexão em banda larga dentro do corpo, introdução de pequenos chips na pele e softwares de reconhecimento de toque no braço: o seriado do homem biônico que víamos na televisão – lançado em 1974 – nunca esteve tão próximo da realidade.

Áreas como nanotecnologia e robótica têm feito descobertas que mudarão os rumos de diversos campos de interesse da humanidade, em especial os relacionados à medicina e à interação do homem com as máquinas ao seu redor.

Do braço para o computador

O primeiro exemplo foi o recente feito de cientistas sul-coreanos, que transmitiram um sinal de banda larga de 10MB dentro de um braço humano. Através de pequenos eletrodos, eles descobriram que dentro do braço os dados não sofreram praticamente nenhuma influência externa e o método foi cerca de 90% mais eficiente em consumo de energia se comparado aos aparelhos comuns.

O experimento foi um sucesso.

Sem rejeição do organismo à presença do material, os cientistas buscam aprimorá-lo ao reduzir a grossura do eletrodo para pouco mais do que um fio de cabelo, além de torná-lo maleável o bastante para ser dobrado 700 mil vezes em ângulos de noventa graus.

A possibilidade terá grande sucesso em situações importantes na vida de muitas pessoas, como nos monitoramentos de frequência cardíaca ou nível de açúcar no sangue. Imagine o quão incrível seria plugar esses eletrodos em um computador e obter dezenas de dados precisos para diagnósticos, o que para os cientistas envolvidos já não é um conceito tão distante de se tornar realidade.

Nanotecnologia celular

Outro avanço na área remete à inserção de microchips dentro de células humanas, estudo dos cientistas do Instituto de Microeletrônica de Barcelona. Em laboratório eles conseguiram a façanha sem que as células rejeitassem os chips em mais de 90% dos casos, uma marca otimista que tende a melhorar nos próximos meses.

Chip dentro da célula.

Essa possibilidade permitirá administrar medicamentos específicos dentro das células desejadas ou ainda instruir os chips a atuarem contra um câncer, por exemplo. No entanto, muito ainda precisa ser feito e a comprovação dos possíveis efeitos colaterais do método é a prioridade dos cientistas no momento. Eles precisam conhecer muito bem qualquer problema ou rejeição encontrada no contato com células humanas.

Interação entre software e pele

Os estudantes da Universidade de Carnegie Mellon, de Pittsburgh, em parceria com a Microsoft, estão desenvolvendo um sistema de interação entre um software e o toque na pele humana. O projeto – chamado de Skinput – consiste em um sistema que capta a frequência sonora obtida ao realizar pequenos toques no antebraço.

Para interagir com o software um pequeno projetor é acoplado ao braço do indivíduo, o que indica os locais para realizar a interação. É possível discar, controlar outros dispositivos e realizar ações simples, fatores que serão aprimorados ao longo do desenvolvimento do Skinput. Nos exemplos que vimos foi possível até mesmo jogar Tetris com simples toques nos dedos.

A tecnologia que víamos nos filmes de ficção científica com robôs e ciborgues é uma realidade cada vez mais presente em nossas vidas. O Baixaki conta com a sua opinião sobre o tema!

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