(Fonte da imagem: Reprodução/The Verge )

Sediar uma Olimpíada vai muito além de simplesmente receber os atletas de braços abertos, fazer de conta que a cidade é bonita e sorrir para as fotos. É preciso ter uma estrutura capaz de receber as comissões esportivas e os turistas, assim como saciar suas necessidades em termos de comunicação. De que adianta ser o centro do mundo por alguns dias se ninguém consegue transmitir imagens do local?

É por isso que devemos olhar para Londres como uma cidade-modelo nesse aspecto. Em parceria com a operadora O2, a capital inglesa conseguiu fazer com que alguns bairros recebessem uma rede Wi-Fi gratuita, o que vai ajudar muitos jornalistas na hora de cobrir os Jogos Olímpicos.

O mais interessante é que a ideia de oferecer acesso à internet sem cobrança à população e aos turistas não é algo que pesa no bolso do governo, o que pode servir de inspiração para muitos países. No caso da parceira Londres-O2, são os anunciantes que pagam o serviço, já que uma página publicitária surge de tempos em tempos com base na localização da pessoa. Uma alternativa simples e eficaz.

Em entrevista ao site BBC, a chefe do Conselho de Westminster — um dos bairros em que a iniciativa atua —, Philippa Roe, afirmou que a medida faz parte de um projeto que se estende por anos a fim de fazer com que Londres se transforme em uma das cidades mais tecnológicas do mundo.

Por outro lado...

Em compensação, a organização dos Jogos Olímpicos parecem não gostar tanto da tecnologia assim e quer impedir que as pessoas compartilhem sinais de internet durante o evento. Em um panfleto indicando os objetos proibidos, um item chama muito a atenção: ao lado de substâncias ilegais e materiais tóxicos, os distribuidores de sinais Wi-Fi também não são bem-vindos nas Olimpíadas de Londres.

(Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)

A proibição é tanta que o órgão responsável pela organização afirmou que os visitantes podem utilizar smartphones Android ou o próprio iPhone, contanto que se comprometam a não transformar o aparelho em um hotspot. O motivo para isso ninguém sabe, já que não há nenhuma explicação que justifique o porquê.

Porém, alguns rumores dizem que o veto acontece exatamente por conta da parceria com as operadoras de telefonia, como a própria O2. Além dela, a BT também é uma das principais patrocinadora dos Jogos e venderá seus serviços ao longo dos dias em que Londres estiver no centro das atenções. Desse modo, não é estranho imaginar que a organização queira proteger seus financiadores.

Fonte: The Verge (1, 2)

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