Se você já dirige já deve ter percebido isso em algum momento. Porém, se você ainda não tirou a sua carteira de habilitação talvez não saiba, mas todos os veículos, independente do preço, da qualidade ou dos acessórios opcionais que você escolha na hora da compra possuem um ângulo de visibilidade completamente nula.

Esse ângulo é conhecido popularmente como ponto cego e varia de tamanho e quantidade de veículo para veículo.  Essa pequena “falha”, embora não percebida, é responsável por um grande número de acidentes, em especial nas ultrapassagens.

Até então, sem o auxílio da tecnologia, não havia como fugir dela. Na maioria das vezes os pontos cegos são causados pelas colunas do veículo. A menos que toda a lateral e os cantos fossem de vidro, não há como fugir de alguns pontos em que a visibilidade do motorista é nula.

Porém uma solução tecnológica simples já está sendo testada em alguns veículos mais novos e promete acabar para sempre com esse incômodo. A novidade atende pelo nome de Blind Spot Information System – ou ainda Blind Spot Monitoring.

O equipamento nada mais é do que um sistema que monitora os pontos cegos do veículo, avisando o motorista, por meio de uma pequena luz que é acesa no espelho retrovisor, se há ou não algum veículo ou objeto em movimento se aproximando do raio de visão não contemplado pela sua visão.

Em outras palavras, com uma pequena câmera direcionada para a diagonal em que habitualmente você não enxergaria um veículo que tentasse lhe ultrapassar, é possível perceber qualquer tipo de movimentação que esteja numa velocidade 20 km/h inferior ou 70 km/h superior a do seu automóvel.

Alguns carros mais caros – e mais modernos – já estão saindo de fábrica equipados com esse dispositivo. É o caso do Volvo C30, do Audi Q7 e do Audi A3.

Ajuda também na baliza

Uma das grandes preocupações de quem está fazendo auto-escola é sempre a hora de fazer a baliza. Mesmo algumas pessoas já acostumadas com a direção ainda têm algum receio na hora de manobrar o veículo para estacionar.

 

Problemas na baliza: nunca mais.

Por isso, já há alguns anos, entrou em período de testes e foram implementados em alguns veículos os sensores de estacionamento. O funcionamento é muito similar aos dos sensores de ponto cego só que, nesse caso, as câmeras permitem que o motorista assista, em uma tela no painel do carro, o que está se passando na traseira do veículo.

Outros modelos de sensores emitem um sinal, uma espécie de alarme, que indica quando a traseira do veículo está se aproximando de um obstáculo. Esse utilitário já é comum em muitos veículos fabricados no Brasil.

Índice de visibilidade: você sabe o que é?

Uma curiosidade. Você sabe qual é o índice de visibilidade do seu veículo? O Centro de Experimentação e Segurança Viária – CESVI – criou um índice para medir o grau de visibilidade de cada veículo, em especial nos pontos cegos.

Esse índice é calculado levando-se em consideração o posicionamento dos retrovisores internos e externos do veículo, além da própria carroceria e dos vidros. São avaliadas as visibilidades traseira, dianteira e lateral e, para cada item, é dada uma nota que varia de 0,5 a 5.

Locais onde são medidos os índices de visibilidade

A média de notas entre os três quesitos define os índices de visibilidade, também numa escala de 0,5 a 5, sendo 5 a nota máxima. No caso de veículos com baixo índice de visibilidade o CESVI recomenda a instalação de alguns destes novos itens tecnológicos de suporte.

Ou seja, mais uma vez as inovações tecnológicas entram em cena, agora visando minimizar acidentes e facilitar a vida dos condutores.  Se combinadas com um pouco de bom senso dos motoristas, é possível reduzir consideravelmente o número de vítimas fatais.

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