Jovens preferem youtubers a canais jornalísticos como fonte de informações

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De tempos em tempos surgem discussões referentes ao YouTube e o conteúdo apresentado por ele, e a mais recente está associada a um estudo feito pela SurveyMonkey em parceria com a Common Sense, que menciona o fato de que muitos adolescentes preferem usar youtubers como fontes de informações.

A pesquisa em questão levou em consideração opiniões de mil adolescentes com idades entre 13 e 17 anos, e 75% deles disseram que é importante se manter informado. Porém, o fator preocupante é que 60% deles preferem fazer isso com youtubers e influenciadores em vez de canais e fontes jornalísticas, sendo que 40% acreditam que os famosos virtuais “deixam os fatos todos esclarecidos”.

Esse fato assusta ainda mais quando vemos que esses mesmos jovens alegam que as fontes tradicionais de jornalismo são mais confiáveis que as mídias sociais. Aliás, o próprio YouTube tem sido alvo de discussões referentes a notícias sobre vídeos que promovem teorias da conspiração e outras informações um tanto quanto equivocadas.

(Fonte: The Next Web/Reprodução)

Exemplo recente

Um destes casos é o documentário "The Flat Earth: To the Edge and Back" (ou “A Terra Plana: à Borda e de Volta” em uma tradução literal), feito pelo youtuber Logan Paul para expor um ponto de vista sobre o fato de nosso planeta não possuir um formato geóide. Curiosamente, a plataforma havia anunciado que iria implementar algumas medidas para coibir a divulgação de teorias como essas, mas pelo visto o vídeo em questão (que tem cerca de 5,8 milhões de visualizações) fugiu a essa regra.

“A forma como consumimos as notícias mudou, e os gatekeepers tradicionais do jornalismo desapareceram. Isso é preocupante em alguns sentidos, quando você tem pessoas produzindo informações intituladas como ‘notícias’ e que nada mais são do que teorias da conspiração ou falsidades, mas ainda assim boas em outros sentidos”, comentou Chris Stokel-Walker, autor do livro "YouTubers".

“O fato de os jovens estarem obtendo suas informações por meios midiáticos não tradicionais não é uma surpresa, e se torna preocupante quando você pensa que vários adultos ainda se mantém atualizados por meio das mídias tradicionais. Algo que chamei a atenção em meu livro é o fato de termos visto um aumento na alfabetização midiática – para todos, não apenas adolescentes –, então temos uma habilidade maior de analisar o que é real e o que é falso”, concluiu Stokel-Walker.

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