A Europol (órgão de segurança ligado à União Europeia) vem liderando as polícias locais de países membros durante as ações da Operação “Dark Web Team”, que tem como objetivo desmantelar lojas online ilegais da dark web, a parte "criminosa" da deep web. Na última segunda-feira (06), a polícia alemã prendeu os três supostos administradores do Wall Street Market, possivelmente a segunda maior loja online ilegal do mundo.

Além das prisões, segundo o Times of Israel, um brasileiro foi acusado de gerenciar um dos maiores mercados negros na Dark Web, chamado "Wall Street Market". O mercado contava com cerca de 5,5 mil vendedores e mais de 1 milhão de contas para consumidores. Sua identidade não foi revelada.

Essa parece ser a última ação da operação DWT, da Europol, que também contou com prisões na Finlândia, com a derrubada de uma loja conhecida como Silkkitie ou Valhala, e nos EUA, onde a polícia prendeu dois traficantes de drogas de alto nível. Na Alemanha, a polícia ainda confiscou os servidores do portal e cerca de US$ 615 mil, além de uma grande quantidade de criptomoedas, como Bitcoin e Monero.

Fonte: Unsplash/Nahel Abdul Hadi

Combate ao cibercrime

A polícia vem realizando ações semelhantes nos últimos anos. Essas lojas ilegais funcionam através da rede Tor e oferecem drogas, malwares e todo tipo de produto proibido por lei. Em alguns casos, a polícia passa meses estudando o funcionamento do site, mesmo já tendo prendido seus donos, para poder chegar aos vendedores e compradores.

No caso do Wall Street Market, os donos já estavam abandonando a plataforma, talvez temendo serem pegos. De acordo com a ZDNet, os administradores estavam aplicando calotes em alguns vendedores para encerrar o site logo em seguida e tentar se esconder da polícia. Eles devem ter percebido a aproximação das autoridades após o fechamento do Dream Market, que era a maior loja desse tipo antes de cair, o que causou uma enxurrada de migrações de clientes para o WSM. A polícia deu início à expedição dos mandados de busca e apreensão assim que os donos do site começaram a roubar os vendedores.

A Europol informou que o Wall Street Market tinha 5,4 mil vendedores de produtos ilegais e mais de 1,15 milhão de clientes.